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terça-feira, março 17, 2026

Cultivo protegido é estratégia para maior produtividade de hortaliças

horta.arquivo.seagroVárias estratégias e tecnologias para um cultivo protegido com o objetivo de diminuir as perdas foram apresentadas durante o Ciclo de Palestras sobre o Cultivo de Hortaliças no Período Chuvoso. O evento, realizado pela Secretaria da Agricultura e Pecuária (Seagro) na manhã desta terça-feira, dia 23, ocorreu no auditório da pasta e reuniu dezenas de produtores da região de Palmas.

De acordo com o professor doutor de Olericultura do curso de Agronomia da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Ildon Rodrigues do Nascimento, existem vários gargalos no cultivo de hortaliças, como a falta de mão de obra qualificada e capacidade técnica para o cultivo e manejo, o que pode resultar no encarecimento da produção. Uma das estratégias que podem ser utilizadas para se obter uma maior produtividade é o controle do ambiente, que propicia ao produtor a oportunidade de colher várias safras por ano. “Com o controle das condições ambientais, por meio da proteção, é possível realizar até oito safras por ano, porque temos a redução do ataque de pragas e doenças, podemos ter uma diminuição do ciclo da planta em até dez dias, além disso, há uma redução do uso de agrotóxicos, prática que tem sido buscada em todo o mundo”, informou.

Na sua palestra, o professor apresentou aos produtores vários modelos de estrutura de cultivos protegidos. “O Tocantins tem um potencial imenso de produção de hortaliças e espécies da olericultura. Podemos produzir variedades nas entressafras dos demais estados produtores e, com isso garantir o abastecimento do nosso Estado com variedades que se adaptam tão bem ao nosso clima. Mas para isso é necessário o cultivo protegido para obter um maior controle”, explicou.

Nas demais palestras os produtores também foram informados a respeito das variedades que se adaptam melhor ao clima da região de Palmas. Segundo o secretário municipal de Desenvolvimento Rural da Capital, Roberto Sahium, algumas espécies são mais resistentes. “É o caso do agrião, chicória, abóbora, maxixe, dentre outras hortaliças que podem ser investidas na nossa região, que tem clima quente e chuvas fortes”, explicou Sahium, acrescentando que outras opções são os brotos e as vagens, que ainda são pouco cultivadas. “Precisamos alertar os nossos produtores que eles não precisam plantar apenas o convencional como a alface, a cebolinha e o coentro, mas que eles podem diversificar o seu canteiro”, completou.

De acordo com o diretor de Fomento à Agropecuária da Seagro, José Américo Vasconcelos, as palestras direcionadas aos produtores pretendem estimulá-los a produzirem com mais precisão e orientá-los no sentido de evitar gastos e perdas no período de chuvas, que deve iniciar nos próximos meses.

Produtores

A produtora do Assentamento São João I, de Palmas, Deuzilene Paz Dias, tem a intenção de plantar hortaliças juntamente com mais oito famílias da Associação. “Estamos na fase de aragem da terra e antes mesmo de começar a plantar viemos em busca de mais informações de como fazer tudo de maneira correta para não termos prejuízos com o plantio da alface, couve, cheiro verde, abóbora, maxixe e quiabo”, declarou.

Já o produtor de hortaliças, Adilson Barbosa apresentou a sua experiência com o plantio no sistema hidropônico informando que é um bom negócio, pois as perdas são menores, mas que é necessário investimento e conhecimento técnico para tocar o negócio. “Com esse sistema eu sei exatamente o quanto de água eu consumo, a quantidade de adubos e o quanto eu preciso repor. Também tenho uma redução no ciclo da planta que tem em média 75 dias desde o preparo da semente até a colheita”, explicou Barbosa, que vende sua produção para os mercados de Palmas e Porto Nacional.

Dados apresentados

Segundo dados não oficiais fornecidos pelo professor doutor Ildon Rodrigues, o Tocantins deve ter em torno de 15 hectares de área com cultivo protegido. Também segundo um levantamento realizado pelo produtor Adilson Barbosa na maioria dos supermercados de Palmas, o consumo semanal chega a 800 caixas de pimentões, 500 caixas de jiló, 250 caixas de beterraba, e até 700 caixas de cenoura. “Fiz esse levantamento a fim de investir na horticultura, mas ainda vejo que os palmenses consomem poucos produtos da horticultura”, declarou o produtor.

 

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