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Rastreabilidade bovina ganha destaque na Agrotins 2026 e já é pilar na atuação da Novilho Precoce Tocantins

Tema da feira reforça prática que vem sendo antecipada pela associação e consolidada entre produtores do estado

A definição do tema “Origem rastreada, qualidade comprovada” para a Agrotins 2026 coloca a rastreabilidade bovina no centro do debate sobre o futuro da pecuária no Tocantins. A feira, marcada para acontecer entre os dias 12 e 16 de maio, em Palmas, deve reunir produtores, empresas e instituições em torno de tecnologias e práticas voltadas à transparência e à qualidade da produção.

A rastreabilidade tem avançado como uma exigência crescente de mercado, especialmente diante de demandas por maior controle sanitário, origem comprovada e sustentabilidade na produção de carne. No estado, parte dos produtores já vem se adaptando a esse cenário, incorporando ferramentas de identificação e gestão mais precisas no dia a dia das propriedades.

Para o presidente da Associação de Pecuaristas do Tocantins – Novilho Precoce, Fernando Penteado, o tema da feira reflete um movimento que já vem sendo observado dentro da própria pecuária organizada. “A rastreabilidade bovina vem ganhando cada vez mais espaço dentro da pecuária e passa a ser uma pauta central para o setor. Não é mais uma tendência, é uma necessidade para quem quer produzir com mais controle, transparência e atender às exigências do mercado”, afirma.

Segundo ele, a atuação da associação tem sido voltada justamente para preparar os pecuaristas para esse novo cenário. “A Novilho Precoce, como representante dos pecuaristas no Tocantins, está inserida nesse processo, participando das discussões e contribuindo para a construção de um modelo mais eficiente de gestão do rebanho nas fazendas. É um caminho que envolve tecnologia, informação e mudança de cultura dentro da produção”, completa.

O secretário de Agricultura e Pecuária do Tocantins, Fred Sodré, destaca que o avanço da rastreabilidade já segue um cronograma nacional. “Há um prazo definido para a implantação do sistema no país, e o desafio é garantir que o produtor esteja preparado para essa transição, com apoio técnico e orientação”, afirma.

Além de atender exigências externas, a rastreabilidade tem impacto direto na gestão das propriedades. Com o uso de tecnologias de identificação individual, o produtor consegue acompanhar indicadores como ganho de peso, desempenho e histórico sanitário, o que contribui para decisões mais assertivas e maior eficiência produtiva.

A presença do tema como eixo central da Agrotins 2026 reforça que a discussão deixa de ser pontual e passa a integrar a agenda estratégica da pecuária no estado. Para produtores e entidades do setor, o desafio agora é ampliar a adesão às ferramentas disponíveis e consolidar um modelo produtivo cada vez mais orientado por dados e transparência.

FOTOS: KIW ASSESSORIA

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