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sexta-feira, abril 3, 2026

Cientistas nomeiam melatonina como possível remédio universal no combate contra COVID-19

Cientistas do Canadá e Argentina descobriram que melatonina pode prevenir a infecção por SARS-CoV-2, o desenvolvimento de forma grave da COVID-19 e, além do mais, poderia ser um medicamento que suporte o efeito da vacina.

Pesquisadores da Universidade de Toronto e Pontifícia Universidade Católica da Argentina prepararam um estudo no qual juntaram provas de que a melatonina, ou seja, a hormona que regula o sono, sendo também antioxidante, pode reduzir a gravidade da evolução da COVID-19 e, possivelmente, inibir a infecção. Os resultados da pesquisa foram publicados na revista Deseases.

O vírus SARS-CoV-2 propaga-se no organismo humano através do receptor da enzima conversora da angiotensina tipo 2 (ECA2). Os autores notam que a melatonina se liga com uma proteína que regula a expressão superficial da ECA2. Além do mais, a melatonina reduz o número de citocinas anti-inflamatórias, que são associadas com a COVID-19 em forma grave, e também tem efeito anti-inflamatório.

A melatonina possui mais algumas funções benéficas. Sendo agente cronobiótico, esta hormona influencia a regulação fisiológica do relógio biológico, ajudando a sintonizar o ritmo circadiano. Isto é muito importante para aumentar a energia no organismo e reforçar o sistema imune. Como citoprotetor, a melatonina protege das doenças coadjuvantes que agravam a evolução da COVID-19 no paciente.

Finalmente, a melatonina fornece neuroproteção. É bem conhecido que os pacientes com COVID-19 sentem sintomas ligados à atividade viral no cérebro, tais como perda de olfato, paralisia, acidente vascular cerebral, delírios, meningite, convulsões e encefalopatia. Funcionando como agente neuroprotetor, a melatonina ajuda a prevenir muitos efeitos neurológicos da COVID-19.

Autores afirmam que a melatonina pode ser um remédio universal, a “bala de prata” no combate contra COVID-19. Eles sugerem que a substância seja considerada como agente antiviral de suporte ou autossuficiente e, além do mais, como adjuvante para aumentar a eficácia da vacina contra SARS-CoV-2, uma vez que ajuda a prevenir a reinfecção.

“Utilização da melatonina como medicamento seguro em doses adequadas pode prevenir o desenvolvimento de sintomas graves da doença em pacientes com coronavírus e reduzir a imunopatologia da infecção do coronavírus”, escrevem os autores.

Os cientistas também apontam que a forma da COVID-19 mais grave em pacientes idosos pode estar ligada, inclusive, a um nível mais baixo de melatonina em seu organismo. 

br.sputniknews.com

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