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Paladim desafia críticos a apontarem obras de Bolsonaro em Araguaína e exalta legado do PT

Em um discurso contundente, o candidato a vereador Paladim lançou um desafio aos eleitores de Araguaína: “Quem conseguir mostrar uma obra feita por Bolsonaro aqui na cidade, eu quero ver!”. A declaração fez parte de uma série de críticas ao governo federal, contrastando a gestão de Jair Bolsonaro com as contribuições realizadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores (PT) no município.

Paladim não hesitou em destacar a presença de diversas obras de infraestrutura e programas sociais realizados em gestões anteriores, comandadas pelo PT. Entre os exemplos mencionados estão a Via Lago, uma das principais vias de lazer e mobilidade urbana de Araguaína, além de grandes empreendimentos habitacionais, como o Residencial Costa Esmeralda e a Vila Azul Lago Sul.

“Esses são apenas alguns dos exemplos que mostram como o PT contribuiu para o desenvolvimento de Araguaína. Temos escolas, creches e muitas outras obras que transformaram a vida da nossa população. O partido sempre esteve presente, trazendo investimentos e melhorias”, afirmou Paladim.

O candidato aproveitou a oportunidade para pedir aos eleitores que não tenham receio de votar em candidatos do PT, lembrando a trajetória do partido na cidade e em todo o país: “Não tenham vergonha de votar em um candidato do PT. Foi o partido que mais fez por Araguaína e que mais contribuiu para o nosso desenvolvimento.”

Paladim ressaltou a falta de ações concretas do governo Bolsonaro na cidade e afirmou que as gestões do PT deixaram um legado visível em diversas áreas, da educação à infraestrutura. A fala do candidato reverberou nas redes sociais e entre eleitores, gerando debates sobre as realizações de diferentes governos em Araguaína.

Por Geovane Oliveira

Paladim promete lutar por moradia e regularização fundiária em Araguaína

O candidato a vereador Paladim, que disputa as eleições pelo Partido dos Trabalhadores (PT) com o número 13713, tem se destacado nas áreas periféricas de Araguaína. Em sua campanha, ele chama a atenção dos eleitores para a importância de votar em quem realmente defende os interesses da população mais pobre, especialmente aqueles que necessitam de cestas básicas, moradias populares e da tão aguardada regularização fundiária.

Paladim é direto ao criticar a postura de muitos políticos que, segundo ele, só aparecem nas periferias durante o período eleitoral: “Esses políticos, que eu chamo de ‘políticos Copa do Mundo’, só aparecem de quatro em quatro anos, prometendo o que nunca cumprem. Depois de eleitos, somem e deixam o povo abandonado”, afirma o candidato.

A proposta de Paladim se destaca pela defesa dos trabalhadores e das famílias mais vulneráveis de Araguaína, que há muito tempo esperam por soluções efetivas, principalmente no que diz respeito à regularização fundiária. Ele reforça que a falta de um vereador com compromisso real em defender essas causas tem prejudicado o avanço de pautas importantes, como a construção de moradias populares e a distribuição de cestas básicas para quem mais precisa.

O candidato se compromete a ser uma voz ativa na Câmara de Vereadores, caso seja eleito, e garantir que as demandas da população mais carente não sejam ignoradas: “Meu compromisso é com quem realmente precisa, com o trabalhador, com as famílias das periferias, com quem espera pela regularização de suas casas e por políticas públicas que melhorem suas condições de vida. Não posso prometer tudo, mas prometo lutar pelo que é justo”, finaliza Paladim.

Por: Geovane Oliveira

Governo do Tocantins protocola, na Assembleia Legislativa, orçamento de R$ 17,4 bilhões para 2025

O Governo do Tocantins protocolou nesta sexta-feira, 13, na Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins (Aleto), o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) para o exercício financeiro de 2025. No documento, a gestão estima o valor de R$ 17,4 bilhões para o próximo ano. O valor representa um crescimento de 19,86% em relação ao estimado em 2024, e está alinhado com as expectativas de crescimento econômico, controle da inflação e a realidade fiscal do Estado. O projeto foi apresentado por meio da Casa Civil e da Secretaria de Estado do Planejamento e Orçamento (Seplan).

“O compromisso do nosso Governo é direcionar de forma eficiente os recursos para as áreas que mais impactam positivamente a vida de todos os tocantinenses. Apresentamos o projeto que tem como objetivo assegurar que em 2025 poderemos seguir fazendo uma boa gestão, atendendo as demandas e necessidades da população por meio das nossas secretarias e autarquias”, destacou o governador Wanderlei Barbosa.

O PLDO 2025 demonstra a projeção das metas fiscais anuais, projeção de receitas, despesas, resultados nominais e primários, além dos montantes da dívida pública para os exercícios de 2025 a 2027. Entre os principais pontos do Projeto de Lei, destacam-se o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) Estadual dos últimos anos, registrando crescimento superior ao Brasil e o maior crescimento da região norte.

O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias considera todas as fontes de recursos, bem como também, as diversas iniciativas para promover o desenvolvimento socioeconômico, destaca o secretário do Planejamento e Orçamento (Seplan), Sergislei de Moura. “A previsão de aumento no orçamento de 2025 está alinhado com as expectativas de crescimento econômico, controle da inflação e a realidade fiscal do Estado, observando as regras legais existentes. O PLDO reflete as ações governamentais para estimular a economia, melhorar a logística e transportes de pessoas e o escoamento da produção e busca manter um ambiente de negócios atrativos e seguro para os atuais e futuros investidores privados”, pontuou.

De acordo com secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes, “a entrega do PLDO 2025 pelo Governo do Estado do Tocantins destaca o esforço contínuo para manter as finanças públicas equilibradas, promover o desenvolvimento econômico e garantir a prestação de serviços essenciais à população. As projeções positivas para o PIB e desenvolvimento da economia local, juntamente com os investimentos em infraestrutura e habitação, são indicativos de um futuro promissor para o estado”, esclareceu.

Prioridades do PLDO

O documento protocolado na Aleto aponta como as prioridades do PLDO 2025 os projetos de infraestrutura e desenvolvimento sustentável e, para isso, o Estado trabalha uma série de projetos, entre eles: a continuidade na execução do Plano Estadual de Pavimentação, Recuperação e Conservação das rodovias tocantinenses, a exemplo, a duplicação da via que liga Palmas a Luzimangues (munícipio de Porto Nacional).

Para a área da saúde, destaque para o início da construção do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual, por meio de Parceria Público Privada (PPP), contemplando a Casa da Gestante, Bebê e Puérpera; continuidade à estruturação e ampliação de hospitais gerais e regionais.  Na área da educação, destaque para a estruturação de novas escolas de tempo integral.  Para fomentar políticas de segurança pública, o PLDO traz ações de promoção de acesso do trabalhador ao mercado de trabalho, o fortalecimento das políticas públicas para mulheres, primeira infância, povos tradicionais e originários.

Para o setor do agronegócio, tão importante para a economia tocantinense, as ações de promoção do desenvolvimento das cadeias produtivas da agropecuária estão contempladas no projeto.   O setor do Turismo será fomentado e fortalecido através da realização de eventos turísticos, tais como temporada de praias, visitas ao Jalapão, Parque Estadual do Cantão, Serras Gerais, lago e grandes rios.

Para o cidadão, a ampliação da oferta de serviços públicos por meio de Unidades Administrativas Integradas (Pronto) facilita o atendimento.  Além disso, reserva recursos para amenizar o déficit do regime próprio de previdência e do sistema de proteção dos militares.

Lei de Diretrizes Orçamentárias

A Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do Estado do Tocantins é um instrumento essencial para a gestão fiscal e orçamentária, estabelecendo as prioridades e metas da administração pública estadual para o próximo exercício financeiro. Em cumprimento o que  determina a Constituição Estadual e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) (Lei Federal Complementar nº 101/2000), a LDO orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA).

Compareceram à Assembleia Legislativa para protocolar o documentos o secretário-chefe da Casa Civil, Deocleciano Gomes; o titular da pasta da Fazenda, Donizete Silva; do Planejamento e Orçamento, Sergislei Silva de Moura; além dos secretários Executivos da Casa Civil, Sebastião Neuzin e  do Planejamento e Orçamento, José Pedro Dias Leite.

Patrícia Fregonesi e Ivan Trindade/Governo do Tocantins

“Papel da mulher no sistema de Justiça vai além de ocupar cargos; é preciso construir um Judiciário mais inclusivo e equitativo”, destaca ouvidora eleitoral

A ouvidora regional eleitoral do Tocantins, juíza Silvana Maria Parfieniuk, representa o Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins no evento “Mulheres na Justiça: novos rumos da Resolução CNJ nº 255”, realizado na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília. A iniciativa teve início nessa quinta-feira, dia 12, e será finalizado nesta sexta-feira.

“O papel da mulher na Justiça vai além de ocupar cargos. Precisamos construir um Judiciário mais inclusivo e equitativo. Para isso, é essencial que a paridade de gênero prevista na Resolução CNJ nº 255 seja implementada.”

Para a magistrada, o evento abordou aspectos relevantes sobre a participação feminina no âmbito da Justiça destacando as demandas específicas das mulheres que atuam na esfera judicial, a necessidade de julgamento com perspectiva de gênero, o teletrabalho, a importância do envolvimento feminino na área de tecnologia da informação e inteligência artificial, a fim de se alcançar a paridade de gênero prevista na Resolução do Conselho Nacional de Justiça.

Principais temas discutidos

O evento abordou os desafios enfrentados por mulheres na Justiça e estratégias para promover a equidade de gênero, conforme a Resolução CNJ nº 255. A ouvidora também destacou a importância de decisões judiciais com perspectiva de gênero, especialmente em casos que envolvem os direitos das mulheres. Ela também salientou o impacto crescente da tecnologia no Judiciário e a necessidade de ampliar a participação feminina nas áreas de TI.

Outro ponto de destaque foi o teletrabalho, que, apesar de proporcionar flexibilidade, ainda apresenta desafios para as mulheres, muitas vezes sobrecarregadas com as responsabilidades familiares. As participantes enfatizaram a necessidade de pensar o teletrabalho sob uma ótica de gênero, assegurando condições justas para promoção e desenvolvimento profissional.

A magistrada esteve acompanhada pela assessora jurídico-administrativa da Presidência do Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), Marisa Batista Alvarenga Webler, e pela secretária de Gestão de Pessoas (SGP), Kathiene Pimentel da Silva.

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 Objetivo Estratégico:

 9- Aperfeiçoar a governança e a gestão de pessoas.

 Giovanna Brito (Ascom/TRE-TO)

 

Eleições 2024: TRE-TO informa que hoje (13) é o último dia para envio da prestação parcial de contas eleitorais

Partidos políticos, candidatas e candidatos devem apresentar as contas parciais de campanha à Justiça Eleitoral até as 23h59 desta sexta-feira (13). A prestação deve conter informações sobre as movimentações financeiras e estimáveis efetuadas até 8 de setembro, identificar doadores e fornecedores, bem como detalhar receitas e despesas. A entrega deve ser feita por meio do Sistema de Prestação de Contas Eleitorais (SPCE).  

Candidatos e órgãos partidários, em todas as suas esferas, têm o dever de prestar contas à Justiça Eleitoral, mesmo se houver ausência de movimentação de recursos de campanha, financeiros ou estimáveis.   

A obrigatoriedade está prevista na Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nº 23.607/2019, conforme disposto na Lei das Eleições, e tem como objetivo impedir distorções no processo eleitoral, abuso de poder econômico e desvios de finalidade na utilização dos recursos recebidos, além de preservar a igualdade de condições na disputa eleitoral.  

Todas as informações financeiras prestadas à Justiça Eleitoral serão divulgadas publicamente a partir de domingo (15), na página de cada candidata ou candidato, por meio do Sistema de Divulgação de Candidaturas e de Prestação de Contas Eleitorais (DivulgaCandContas), observadas as diretrizes para tratamento de dados pessoais.    

Descumprimento  

Deixar de informar a prestação de contas parcial dentro do prazo previsto ou fazer a sua entrega sem comunicar a efetiva movimentação de recursos caracteriza infração grave, que será apurada no julgamento da prestação de contas final pelo respectivo relator do processo.   

A não apresentação da parcial também pode comprometer a regularidade das contas, em eventual manifestação técnica sobre a análise dos dados.   

JP/LC, DB 

Primeira-dama Karynne Sotero encaminha doações de alimentos para associação de Bom Jesus do Tocantins

Crédito fotos: Loise Maria/Governo do Tocantins
A Secretaria Extraordinária de Participações Sociais (Seps), que tem como titular a primeira-dama do Tocantins, Karynne Sotero, encaminhou doações de alimentos à Associação das Mulheres Vividas de Bom Jesus do Tocantins, nesta quinta-feira, 12. Os alimentos arrecadados durante a Feira de Tecnologia Agropecuária do Tocantins (Agrotins 2024) serão destinados a famílias em situação de vulnerabilidade atendidas pela instituição.

A Associação atua há mais de 30 anos no município, desenvolvendo diversos trabalhos sociais, como cursos voltados para famílias carentes, construção de banheiros adaptados para pessoas com deficiência, além de campanhas de arrecadação de doações e feiras comunitárias.

“É uma alegria poder colaborar com essa associação que, há tanto tempo, faz a diferença na vida de tantas famílias em Bom Jesus do Tocantins. Essas doações são frutos da solidariedade dos expositores da Agrotins e reforçam nosso compromisso com a assistência social”, ressaltou a primeira-dama Karynne Sotero.

A presidente da Associação, Isabel Pereira da Silva, reforçou que as doações vieram em um bom momento. “Nosso município tem muitas famílias necessitadas, então toda ajuda é bem-vinda. Agradecemos muito por essas doações, que serão encaminhadas para quem mais precisa”, completou.

Camila Mitye/Governo do Tocantins

João Rodrigues Filho é nomeado desembargador do TJTO

O procurador de Justiça do Ministério Público do Tocantins João Rodrigues Filho foi escolhido e nomeado pelo governador Wanderlei Barbosa como o mais novo desembargador do Tribunal de Justiça do Tocantins (TJTO). João Rodrigues ocupará a vaga reservada ao Quinto Constitucional – Classe Ministério Público.

O anúncio foi feito pelo chefe do Poder Executivo nesta quarta-feira, dia 11. A escolha teve como base uma lista tríplice enviada pelo Tribunal de Justiça do Tocantins em março deste ano.

Após o anúncio, o procurador-geral de Justiça, Luciano Casaroti, parabenizou o procurador João Rodrigues pela conquista e desejou sucesso e êxito na nova e significativa etapa da carreira. “Que a trajetória do Dr. João Rodrigues Filho seja sempre caracterizada pelo compromisso com a Justiça e o bem comum, como tem demonstrado ao longo de mais de três décadas como membro do MPTO, instituição na qual contribuiu para o seu engrandecimento. Estou certo de que sua atuação também irá fortalecer ainda mais o Judiciário tocantinense”, declarou o PGJ.

João Rodrigues Filho disse que irá enaltecer a classe do MP no Judiciário: “Após 37 anos de dedicação ao Ministério Público, encerro este capítulo com a convicção de ter cumprido meu dever. No Judiciário, pretendo seguir os mesmos princípios e valores que orientaram minha atuação no MP, buscando sempre aplicar a justiça de forma íntegra. Como membro do Tribunal de Justiça do Tocantins, pretendo honrar e exaltar a classe do Ministério Público, representando o Quinto Constitucional previsto na Constituição”.

Perfil

João Rodrigues Filho é do interior de Goiás. Ingressou no Ministério Público do Estado de Goiás em 08/05/1987. Com a criação do Tocantins, fez a opção por vincular-se ao MP do novo estado. Atuou como promotor de Justiça titular em Paraíso do Tocantins e Gurupi. Em 16/02/1998 foi promovido ao cargo de 2º procurador de Justiça pelo critério de antiguidade. Ao longo da carreira, ocupou funções de destaque, como as de subprocurador-geral de Justiça, corregedor-geral e membro do Conselho Superior do Ministério Público.

Entenda

A lista sêxtupla foi formada pelo Conselho Superior do Ministério Público e definida em sessão extraordinária realizada no dia 30 de outubro de 2023. No dia 31, a lista foi entregue pelo procurador-geral do MPTO à presidente do TJTO.

Em sessão do Pleno, no dia 18 de março, a corte realizou votação e formou uma lista tríplice composta pelos seguintes membros do MPTO: João Rodrigues Filho (procurador de Justiça), José Demóstenes de Abreu (procurador de Justiça) e Leila da Costa Vilela Magalhães. Em seguida a lista foi encaminhada ao governador.

Ao final, coube ao chefe do Poder Executivo estadual realizar a escolha de um nome para desembargador.

Quinto Constitucional

Com previsão no artigo 94 da Constituição Federal de 1988, a regra do Quinto Constitucional prevê que 1/5 (um quinto) dos membros de determinados tribunais brasileiros (Tribunais Regionais Federais e o Tribunal de Justiça de cada Estado e do Distrito Federal e Territórios) seja composto por advogados e membros do Ministério Público Federal ou Estadual, a depender se Justiça Federal ou Estadual.

Os integrantes do Ministério Público precisam ter, no mínimo, dez anos de carreira, e os advogados, mais de dez anos de exercício profissional, notório saber jurídico e reputação ilibada.

Governador Wanderlei Barbosa garante com ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, apoio do Exército para combater queimadas no Estado

O Governo do Tocantins segue com ações de força-tarefa para contenção de queimadas em território estadual. Nesse sentido, o governador Wanderlei Barbosa reuniu-se com o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio, e garantiu o reforço do 22° Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro para combater os focos de incêndio no Estado. A medida foi anunciada pelo chefe do Executivo estadual na manhã desta quinta-feira, 12, e soma-se a outras iniciativas da gestão, como a aprovação da contratação de até 500 brigadistas para atuarem contra as queimadas ilegais.

“Nos últimos dias, tivemos diversos incêndios em nosso território, registrando um aumento de 103% em relação a 2023. Fizemos uma força-tarefa que envolveu instituições como Ibama [Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis], Naturatins [Instituto Natureza do Tocantins], brigadas estaduais, municipais e privadas para aumentar ainda mais essa estrutura de apoio. Por esse motivo, conversei com o ministro José Múcio, que autorizou a brigada do 22º Batalhão de Infantaria do Exército Brasileiro, localizada em Palmas, para nos ajudar no combate aos incêndios”, afirmou o governador Wanderlei Barbosa.

Dentro das ações realizadas pelo Governo do Tocantins para combate e prevenção de queimadas, ocorreu nessa quarta-feira, 11, reunião com os secretários de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), Jonis Calaça, e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcelo Lellis; os presidentes da Associação Tocantinense de Municípios (ATM), Diogo Borges, e do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), coronel Edvan de Jesus Silva; além do comandante do Corpo de Bombeiros, Peterson Queiroz de Ornelas; para debater novas estratégias e ações que serão realizadas em conjunto, sendo uma delas o Benefício Emergencial, para assistir famílias atingidas por incêndios florestais em municípios que decretarem estado de emergência.

No início deste mês de setembro, foram entregues 25 novos veículos e equipamentos para o Instituto Natureza do Tocantins; assinados dois decretos emergenciais, um referente à instauração da situação de emergência em alguns municípios do Estado e outro que autoriza a contratação de mais brigadistas para atuarem nas regiões atingidas. Para a contratação de mais brigadistas, o governador Wanderlei Barbosa assinou o Decreto n° 6.841, publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) na última sexta-feira, 6, e que permite ampliar o número de até 500 combatentes, contratados mediante justificativa técnica elaborada pelo Comando de Ações de Defesa Civil e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Tocantins.

O chefe do Executivo também destinou mais de R$ 6 milhões para o combate a incêndio no Estado. A ação foi tomada após reunião com os prefeitos de cerca de 60 municípios do Tocantins, que ocorreu de forma virtual, com a participação do governador; de representantes do Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins (CBMTO); da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh); do Naturatins; da Defesa Civil do Estado; da Agência Tocantinense de Saneamento (ATS); do Exército Brasileiro; e outras instituições.

Assistência à população

Como as queimadas atingem, principalmente, a zona rural do Estado, prejudicando plantações, produções e até mesmo moradias, o Governo do Tocantins anunciou benefício emergencial para assistir famílias atingidas por incêndios florestais em municípios. Por meio da Secretaria de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), o Governo do Tocantins publicou a Portaria Setas n° 148 de 2024, que define os critérios para a partilha e a transferência de recursos estaduais destinados aos Benefícios Eventuais para municípios em situação de emergência devido às queimadas. A portaria estabelece que os recursos serão transferidos na modalidade fundo a fundo, com o objetivo de garantir que o atendimento esteja em conformidade com a Lei Orgânica de Assistência Social (Loas) e a Política Nacional de Assistência Social (Pnas).

Os municípios elegíveis para o cofinanciamento estadual são aqueles que atendem aos critérios estabelecidos pela Comissão Intergestores Bipartite (CIB) e aprovados pelo Conselho Estadual de Assistência Social (Ceas/TO). Para receber os recursos, as cidades devem apresentar decretos municipais de emergência e relatórios sociais que detalham as medidas a serem tomadas. O valor do repasse será ajustado conforme o porte de cada município.

Trabalho contínuo

Durante o período da estiagem no bioma Cerrado, o mais presente no Tocantins, a vegetação seca, somada com as altas temperaturas e umidade relativa do ar baixa, facilitam os focos de queimadas. Como iniciativa padrão de todos os anos, o Governo do Tocantins destina recursos e iniciativas para o plano de contenção e combate às queimadas e, acompanhando a atual situação do cenário nacional, que vem sofrendo forte impacto dos extremos climáticos neste ano, reforça sua atenção ao controle de queimadas com ações e planejamentos emergenciais para conter a problemática no Estado.

Dentre as outras medidas adotadas pelo Governo do Tocantins, teve início nessa terça-feira, 10, a publicação semanal do Boletim Climático e Risco de Incêndio, reunindo dados do Centro de Inteligência Geográfica em Gestão do Meio Ambiente (Cigma-TO) da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). O boletim inclui informações sobre o monitoramento climático, focos de queimadas e nível dos rios. A mais recente edição, referente ao período de 1° a 9 de setembro, apresenta o ranking dos dez municípios com maior número de focos de queimadas, informações meteorológicas das regiões norte, centro e sul do Estado, e comparativos dos níveis dos rios das 20 bacias hidrográficas ao longo dos últimos três anos.

O Tocantins já registrou 11.281 focos de queimadas em 2024, com 2.854 ocorrências somente na primeira semana de setembro. Lagoa da Confusão, Pium e Formoso do Araguaia são os municípios com maior número de registros. Em relação aos níveis dos rios, houve um aumento em comparação com 2022, mas uma redução em relação ao ano de 2023. A estação em Aurora do Tocantins, no Rio Palma, e a estação em Riachinho, no Rio Corda, mostram diferentes tendências, com a maioria dos rios apresentando um aumento em 2023, mas uma redução neste ano.

Com a produção do boletim, há um panorama real da situação, contribuindo para o combate às queimadas de forma célere e assertiva. Os dados fornecidos constantemente proporcionam uma base sólida para as equipes de combate, uma vez que o governo pode intensificar as ações nos municípios mais afetados, além de monitorar a evolução dos incêndios e implementar estratégias de prevenção naquelas localidades.

Foco no Fogo

Os trabalhos de prevenção e contenção das queimadas começam antes do período da estiagem. Entre as iniciativas está o projeto Foco no Fogo, lançado em 2020 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, reunindo mais de 30 instituições que compõem o Comitê do Fogo. Os objetivos do projeto são prevenir, combater e fiscalizar queimadas nos municípios apontados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e pelos dados do Centro de Monitoramento do Fogo (Cemaf).

Por meio de materiais educativos e visitas presenciais, os agentes sensibilizam moradores da zona rural, agropecuaristas e produtores sobre os riscos e os prejuízos das queimadas ilegais e dos incêndios florestais. Este ano, o projeto Foco no Fogo atuará em mais de 60 cidades, com a realização de campanhas de conscientização e palestras nas escolas para destacar os danos à saúde e ao meio ambiente causados por práticas prejudiciais, abrangendo tanto a fauna quanto a flora; mapeamento das regiões mais afetadas pelo fogo; e orientações nas comunidades sobre prevenção e combate.

Guilherme Lima/Governo do Tocantins

FETAC abre inscrições para o Programa de Formação Artística

O Programa de Formação Artística da FETAC – PROFOART – está com inscrições abertas para alunos da primeira turma do Núcleo de Formação Cênica. O programa realizado no Tocantins faz parte da Rede Nacional de Escolas Livres de Formação do Ministério da Cultura, comprometido com a democratização do acesso à educação artística. A iniciativa oferece uma oportunidade única para jovens e adultos que desejam ingressar no mundo das artes, com cursos que visam o desenvolvimento de habilidades práticas e teóricas nas artes cênicas.

 

O Núcleo de Formação Cênica se desenvolverá em 3 polos, sendo Araguaína, Gurupi e Palmas, para Escolas de Formação Artística de caráter permanente, que desenvolverão capacitações  para artistas de todos os níveis de conhecimento, sendo 40 vagas por município. As capacitações serão ministradas por Josely Aquino – Palmas; Drica Mendonça e Fernando França – Gurupi; e George Henrique – Araguaína. Durante 10 meses os alunos terão conhecimentos básicos de teatro, dança, circo e ao final apresentarão um espetáculo cênico como resultado do processo formativo, com carga horária de 320 h/a (entre prática e estudos em casa).

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio do site da Fetac, no do link disponível na Bio e stories do Instagram @fetac.oficial. Os candidatos serão selecionados por ordem de inscrição, não sendo necessária experiência prévia. De acordo com o presidente da Fetac e coordenador geral do Programa, Kaká Nogueira, a intenção é alcançar pessoas em diferentes contextos, com aulas presenciais nas três regiões do Estado, permitindo uma maior inclusão e descentralização da formação cultural.

Capacitação

Além do Núcleo de Formação, por meio do Profoart, a Fetac selecionará oficineiros via chamamento público para  a execução das atividades de Residência e o Circuito FETAC 2024, com base no Programa Pedagógico desenvolvido para o programa, que busca atingir os três níveis formativos: inicial, intermediário e avançado, com prioridade para públicos jovens de periferias e pequenas cidades do interior do Estado do Tocantins.

De acordo com o presidente da Fetac, Kaká Nogueira, serão contratados diretamente mais de 50 profissionais da área, entre artistas, técnicos e produtores, no segmento artístico deste projeto. “Esperamos atender, no mínimo, 740 jovens nas Formações Continuadas Intermediárias e Oficinas Cênicas Iniciais artistas ou não; dezenas de artistas e técnicos das artes cênicas e Centenas de outros empregos de prestadores de serviços e serviços indiretos serão gerados, nas áreas de transporte, gráfica, comunicação, logística, papelaria, e muito mais”, celebra o presidente.

O Profoart conta com patrocínio do programa Olhos d’água, criado para estimular e promover a descentralização dos processos de informação no campo artístico-cultural em todo território nacional. A gestão do projeto é da Federação Tocantinense de Artes Cênicas (Fetac), via Ministério da Cultura – lei nº12.343, de 02 de dezembro de 2010, após seleção em edital que selecionou 70 organizações da Sociedade civil em todo o País.

Rede

A Rede Nacional de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura tem o objetivo de trabalhar com formação artístico e cultural durante um ano com articulação de Escolas para a troca de experiências, debates coletivos e construção de conhecimento, com o objetivo de estimular e promover metodologias destinadas à construção de espaços de criação, fruição, reflexão artística e sociocultural.

A premissa do Edital de Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura é a interface entre arte, cultura e educação para formação profissional e o desenvolvimento de experiências estéticas, habilidades para a vida em sociedade, e a redução de desigualdades socioeconômicas e culturais em consonância com os princípios democráticos de direitos humanos.

FICHA TÉCNICA:

Realização: Federação Tocantinense de Artes Cênicas – FETAC

Apoio: Ministério da Cultura, Secretaria de Formação, Livro e Leitura – Programa Nacional Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura – Olhos D’agua – Federação Tocantinense de Artes Cênicas – Fundo Nacional de Cultura.

Coordenador Geral: Kaká Nogueira

Coordenadora do Profoart: Bell Gama

Coordenador Geral Cênico: Justino Vettore

Assessora de Imprensa: Cinthia Abreu

Produtor Geral: Osmar Siqueira

Assistente da Coordenação Cênica: Pedro Macedo

Professores selecionados – análise curricular: Josely Aquino – Palmas; Drica Mendonça e Fernando França – Gurupi; George Henrique – Araguaína

Cinthia Abreu

Câmara dos Deputados aprova fim gradual da desoneração da folha de pagamento Fonte: Agência Câmara de Notícias

Sessão Deliberativa do Plenário da Câmara

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (12) o projeto de lei que propõe uma transição de três anos para o fim da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e para a cobrança de alíquota cheia do INSS em municípios com até 156 mil habitantes. A proposta será enviada à sanção presidencial.

O Projeto de Lei 1847/24, do Senado, surgiu depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) considerar inconstitucional a Lei 14.784/23, que prorrogou a desoneração até 2027, por falta de indicação dos recursos para suportar a diminuição de arrecadação. Um acordo posterior foi fechado no sentido de manter as alíquotas para 2024 e buscar fontes de financiamento para os anos seguintes.

Assim, o texto contém várias medidas que buscam recursos para amparar as isenções durante o período de sua vigência, como atualização do valor de imóveis com imposto menor de ganho de capital, uso de depósitos judiciais e repatriação de valores levados ao exterior sem declaração.

O que é a desoneração
Com a desoneração, as empresas beneficiadas podem optar pelo pagamento de contribuição social sobre a receita bruta com alíquotas de 1% a 4,5% em vez de pagar 20% de INSS sobre a folha de salários.

Instituída em 2011 para alguns setores, principalmente tecnologia da informação (TI) e comunicação (TIC) e call center, a política de desoneração foi ampliada para diversos setores da economia em 2014, mas sofreu diminuição a partir de 2018 devido à grande renúncia fiscal, permanecendo desde então apenas para algumas áreas de serviços e determinados produtos.

Redução gradual
A título de transição, o projeto prevê, de 2025 a 2027, a redução gradual da alíquota sobre a receita bruta e o aumento gradual da alíquota sobre a folha. De 2028 em diante, voltam os 20% incidentes sobre a folha e fica extinta aquela sobre a receita bruta.

A todo caso, durante esses anos, as alíquotas incidentes sobre a folha de salários não atingirão os pagamentos do 13º salário.

Por outro lado, se a empresa atuar em outras atividades não beneficiadas com a desoneração, terá de pagar os adicionais progressivos da contribuição sobre a folha junto com outro percentual já devido segundo as regras atuais da Lei 12.546/11.

Municípios
Quanto aos municípios, permanecerá a alíquota de 8% do INSS em 2024, aumentando gradualmente para 12% em 2025, 16% em 2026 e voltando a 20% a partir de janeiro de 2027.

O benefício valerá para cidades com população de cerca de 156 mil habitantes (em torno de 5300 cidades).

Para contarem com a redução de alíquotas, os municípios devem estar quites com tributos e contribuições federais.

O projeto exige ainda dos municípios beneficiados que mantenham atualizados os dados cadastrais no sistema eSocial para poderem contar com a alíquota diferenciada e também com a compensação prevista em lei entre o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e regime próprio de previdência de determinado município, seja ele beneficiário ou não da desoneração da folha.

Empregos
Se o projeto virar lei, as empresas que optarem por contribuir ao INSS dessa forma deverão, a partir de 1º de janeiro de 2025 e até 31 de dezembro de 2027, firmar termo de compromisso para manter, ao longo de cada ano, quantidade média de empregados igual ou superior a 90% da média do ano imediatamente anterior.

Caso a empresa não cumpra o termo, não poderá usar a contribuição sobre a receita bruta a partir do ano seguinte ao descumprimento, devendo pagar integralmente a alíquota de 20% sobre a folha.

Impacto fiscal
O texto foi relatado em Plenário pelo deputado José Guimarães (PT-CE), que apresentou uma emenda de redação na tentativa de resolver impasse sobre a contagem do dinheiro de depósitos esquecidos no cálculo do resultado fiscal.

O Banco Central, em nota oficial, discordou de trecho que considerava esses valores incorporados ao Tesouro Nacional para fins de estatísticas fiscais.

Any Ortiz recebeu apoio de outras deputadas contrárias à proposta

Nomeada relatora no início da tarde de ontem (11), a deputada Any Ortiz (Cidadania-RS), só conseguiu chegar a Brasília por volta das dez da noite, pois ainda há problemas no aeroporto de Porto Alegre por conta das enchentes do início do ano. Ao discursar na tribuna, ela lamentou o veto total do presidente Lula à proposta aprovada inicialmente pela Câmara, que prorrogava a desoneração da folha de pagamento para 17 setores até o final de 2027.

Ortiz abriu mão da relatoria da proposta. “Eu venho da iniciativa privada e decidi entrar na política para defender o setor produtivo deste país por entender que um país grande e rico se faz com um setor produtivo forte, com trabalho, com renda, com dignidade para as pessoas”, discursou. “Hoje, como empresária e advogada, eu gostaria, presidente, de pedir sua permissão para devolver a relatoria do projeto.”

Any Ortiz recebeu o apoio de outras deputadas contrárias à proposta, como Soraya Santos (PL-RJ), Bia Kicis (PL-DF), Adriana Ventura (Novo-SP), Rosangela Moro (União-SP) e Daniela Reinehr (PL-SC).

Acordo
O líder do governo, José Guimarães, assumiu a relatoria e destacou o acordo para votar a proposta.

Ele lembrou que o Supremo Tribunal Federal deu prazo até ontem (11) para o Congresso Nacional apresentar a estimativa de receita por causa da renúncia que estava sendo feita em função da desoneração.

O governo, segundo Guimarães, propôs o fim gradual da desoneração para preservar empregos.

Declarações
De todas as pessoas jurídicas que contam com qualquer benefício fiscal federal, o projeto exige a apresentação de declaração eletrônica à Receita de dados sobre os incentivos, as renúncias, os benefícios ou as imunidades tributárias usufruídas, assim como o valor do crédito tributário correspondente. A regra consta da MP 1227/24.

Além disso, o aproveitamento dos benefícios fiscais passa a ser condicionado à:

  • regularidade com os tributos federais, Cadin e FGTS;
  • inexistência de sanções por atos de improbidade administrativa;
  • inexistência de interdição temporária de direito por atividade lesiva ao meio ambiente;
  • inexistência de atos lesivos à administração pública que impeçam o recebimento de incentivos fiscais;
  • adesão ao Domicílio Tributário Eletrônico (DTE), da Receita Federal; e
  • regularidade cadastral perante a Receita Federal.

A pessoa jurídica que não entregar a declaração, ou entregar com atraso, estará sujeita ao pagamento de multa, que varia de 0,5% a 1,5% sobre a receita bruta de forma escalonada:

  • 0,5% sobre os valores até R$ 1 milhão;
  • 1% sobre o que estiver entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões; e
  • 1,5% sobre o que exceder R$ 10 milhões.

A penalidade, no entanto, fica limitada a 30% do valor dos benefícios fiscais. Além disso, haverá a aplicação de multa de 3% sobre o valor omitido, inexato ou incorreto.

Dinheiro esquecido
Em relação aos R$ 8,5 bilhões esquecidos em contas bancárias sem movimentação há vários anos, o projeto direciona os recursos ao Tesouro Nacional em definitivo, se o interessado não pedir o resgate até 30 dias depois da publicação da futura lei.

Depois dessa apropriação, o Ministério da Fazenda publicará no Diário Oficial da União a relação das contas, seus números, bancos em que estão e valores recolhidos. A partir dessa listagem, os titulares poderão contestar o recolhimento no prazo de 30 dias.

No caso de contestação indeferida, caberá recurso com efeito suspensivo ao Conselho Monetário Nacional, a ser apresentado em dez dias após o indeferimento.

Embora o texto considere que a incorporação será definitiva se não houver contestação, concede prazo de seis meses para o requerente entrar na Justiça reclamando os recursos.

O prazo conta a partir da publicação da listagem ou, se houver decisão administrativa definitiva indeferindo a restituição, contará a partir da ciência dessa decisão pelo interessado.

Por outro lado, o texto permite também, em outro trecho, que o titular da conta reclame os recursos junto à instituição financeira até 31 de dezembro de 2027.

Atualização de imóveis
Uma das medidas propostas para obter recursos e bancar a desoneração até 2027 é a permissão para pessoas físicas ou jurídicas atualizarem a valor de mercado o custo de aquisição de imóveis declarados à Receita.

O imposto de renda sobre ganho de capital, de caráter definitivo, deverá ser pago em 90 dias após a publicação da futura lei com alíquota de 4% para pessoas físicas e de 6%, a título de IRPJ, mais 4%, a título de Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), para as pessoas jurídicas.

A diferença entre o valor de mercado declarado e o custo de aquisição antes dessa atualização de valores será incorporado ao custo declarado do imóvel na declaração à Receita.

No entanto, se o contribuinte decidir vender o imóvel antes de 15 anos, a base de cálculo (diferença entre o preço de venda e o custo de aquisição) será encontrada por mecanismo criado pelo projeto em vez de simples subtração.

A ideia é desincentivar a venda nos anos seguintes porque o imposto de 4% é bem menor que os 15% incidentes segundo a legislação atual. Quanto mais tempo passa, menor será a base de cálculo do tributo no momento da venda que, somado ao pago na atualização, será o total de imposto de renda sobre ganho de capital para aquela transação.

Cada contribuinte deverá analisar a situação individual para decidir se vale a pena ou não optar pela atualização, pois a lei permite o uso de redutores da base de cálculo proporcionais ao tempo passado entre a compra e a venda.

Legalização de bens
O PL 1847/24 ressuscita o programa de regularização de bens obtidos legalmente e não declarados à Receita ou declarados com omissão de dados essenciais em anos anteriores.

O prazo de adesão será de 90 dias a partir da publicação da futura lei e implicará o pagamento de imposto de renda sobre ganho de capital de 15% mais multa de igual montante, totalizando 30%.

Poderão aderir ao regime especial de regularização (RERCT-Geral) as pessoas físicas ou jurídicas residentes ou domiciliadas no Brasil que tenham sido proprietárias desses recursos ou bens em períodos anteriores a 31 de dezembro de 2023.

Aquele que tiver a adesão aprovada será anistiado de vários crimes tributários relacionados aos valores declarados, como sonegação fiscal ou descaminho, e outros listados em leis específicas, a exemplo da lei sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Todo tipo de bem estará sujeito à regularização, como aqueles listados em trusts, veículos, imóveis, depósitos e investimentos e direitos intangíveis (marcas, patentes e outros).

O valor a declarar deverá ser o de mercado, considerado assim o indicado em cada situação diferente. Se forem depósitos ou investimentos, o constante em documento do banco; se forem oriundos de empréstimo, o informado no contrato entre as partes; se forem patentes, o indicado em avaliação feita por entidade especializada, e assim por diante.

Ao contrário da lei de 2016, não há restrições ao uso do mecanismo por parte de políticos e detentores de cargos e seus parentes até o segundo grau.

O ônus da prova para demonstrar, em qualquer tempo, que a declaração de origem lícita feita pelo contribuinte é falsa caberá à Receita Federal.

Para o órgão abrir procedimento de investigação ou denúncia criminal terá de demonstrar a presença de indícios diferentes dos indicados na declaração para poder intimar o contribuinte a apresentar documentação.

 

 

 

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Geórgia Moraes

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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