Ação apura desvio de recursos em sociedade agropecuária familiar; documentos, veículos e dinheiro foram apreendidos em Divinópolis
A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 55ª Delegacia de Polícia de Divinópolis do Tocantins, deflagrou nesta terça-feira, 5, a Operação Laços Quebrados para cumprir mandados judiciais em uma investigação que apura fraudes milionárias em uma sociedade familiar no ramo da agropecuária, no município de Divinópolis. Os crimes investigados incluem estelionato, falsidade ideológica, uso de documento falso, apropriação indébita, organização criminosa e lavagem de capitais.
A operação contou com apoio das 61ª, 62ª e 63ª Delegacias de Polícia de Paraíso do Tocantins, além das unidades da 57ª Delegacia de Polícia de Pium e 59ª Delegacia de Polícia, e de oito policiais do Grupo de Operações Táticas Especiais (Gote). As equipes atuaram simultaneamente em endereços na zona urbana e rural do município, com o objetivo de evitar a destruição de provas.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram recolhidos documentos, equipamentos eletrônicos, dinheiro em espécie, objetos de valor e dois veículos. Também foram realizadas diligências em propriedades rurais e imóveis ligados aos investigados.
Conforme a investigação, o caso envolve uma sociedade entre irmãos que adquiriram fazendas na região de Divinópolis. Com o passar dos anos, um dos integrantes, teria realizado contratos fraudulentos com instituições financeiras, utilizando as propriedades como garantia sem o conhecimento dos outros sócios.
Segundo a apuração, os empréstimos ultrapassam R$ 21 milhões. Parte dos recursos, inicialmente vinculados à atividade agropecuária, teria sido desviada. Filhos do investigado são apontados como participantes do esquema, atuando como “laranjas”, além do envolvimento de uma contadora.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Bruno Monteiro Baeza, a operação busca reunir provas e interromper a movimentação financeira suspeita. “As medidas cumpridas hoje têm como foco reunir elementos que comprovem o esquema investigado, identificar a destinação dos valores e interromper a continuidade das práticas criminosas”, afirmou.
As investigações também indicam o uso de documentos e certificados digitais para viabilizar os contratos fraudulentos. Os agentes da Polícia Civil buscam agora identificar a movimentação financeira e a destinação dos valores obtidos.
As medidas judiciais autorizadas incluem a quebra de sigilo bancário e telemático dos investigados, com acesso a dados financeiros, registros de transações, informações de dispositivos e armazenamento em nuvem. A decisão também determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 21 milhões.
Além disso, foi decretado a apreensão das safras já colhidas e das que ainda estão em produção nas propriedades vinculadas à sociedade. Empresas cerealistas foram notificadas para não repassarem o valores aos investigados e devem depositar o valor em conta judicial
Os materiais apreendidos devem subsidiar a continuidade das investigações, que seguem sob sigilo de Justiça.
Rozeane Feitosa/ Governo do Tocantins


