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sexta-feira, junho 19, 2026

Pautas de segurança e tensões institucionais dominam a semana no Congresso Nacional

Duas matérias consideradas estratégicas pelo governo federal prometem movimentar o centro político de Brasília nesta semana, conforme destacou reportagem do UOL. A agenda envolve temas sensíveis na área de segurança pública e pode intensificar tensões entre Senado e Supremo Tribunal Federal (STF).

PEC da Segurança Pública avança na Câmara

Na Câmara dos Deputados, o relator Mendonça Filho deve apresentar, nesta terça-feira (9), o parecer sobre a PEC da Segurança Pública. A proposta, enviada pelo Executivo, passou por ajustes durante a tramitação e é tratada como uma das principais prioridades do governo para reforçar a atuação das forças de segurança no país.

Senado mira votação do PL Antifacção

No Senado, cresce a expectativa para que o chamado PL Antifacção seja votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na quarta-feira (10). Caso receba aval dos senadores, o projeto pode seguir rapidamente para o plenário.

A matéria, que também teve origem no Executivo, sofreu alterações no Congresso. O governo critica principalmente a retirada de recursos e de atribuições da Polícia Federal durante a tramitação. O debate ganhou ainda mais relevância após a chacina protagonizada pela Polícia Militar do Rio de Janeiro, que deixou 121 mortos e reacendeu a preocupação nacional sobre o poder das organizações criminosas.

Atritos entre Senado e Judiciário se intensificam

Além das pautas relacionadas à segurança, o ambiente político no Senado pode se tornar ainda mais tenso diante de recentes decisões do Judiciário.

Parlamentares discutem mudanças na Lei do Impeachment após o ministro do STF Gilmar Mendes determinar que apenas a Procuradoria-Geral da República pode solicitar o afastamento de ministros da Corte. A decisão foi recebida por parte do Senado como uma limitação ao poder de fiscalização do Legislativo.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também incluiu na pauta de votação a PEC do Marco Temporal justamente um dia antes da retomada do julgamento do tema pelo STF — movimento interpretado nos bastidores como uma resposta direta ao Judiciário e que deve ampliar o desconforto entre as instituições.

Clima de tensão e cobranças por resultados

Com uma agenda marcada por disputas políticas e temas sensíveis, a semana promete ser decisiva para o andamento de pautas prioritárias do governo e para o equilíbrio institucional entre Congresso e Supremo. Enquanto a área de segurança pressiona por respostas rápidas diante do avanço do crime organizado, o embate entre Legislativo e Judiciário pode ganhar novos capítulos.

Por: Redação

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