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Mais de sete mil alunos disputaram fase estadual dos Jets e Parajets

A fase regional da 24ª edição dos Jogos Estudantis do Tocantins (Jets) e 1ª edição dos Jogos Paradesportivos do Tocantins (Parajets) contou com a participação de mais de sete mil estudantes de todo o estado. Os vencedores vão, agora, participar da etapa estadual, em Palmas, a partir de sábado, 14. A competição estadual do Parajets será realizada no mês de agosto.

Nos Jets, participaram das provas 6.950 alunos, provenientes de 331 escolas públicas e privadas. Os vencedores das competições regionais irão participar da fase estadual, sendo 344 alunos atletas selecionados para as competições individuais e 640 alunos para os jogos coletivos.

Nos Parajets, 23 escolas participaram da competição, totalizando 70 alunos paratletas. Seguem para a etapa estadual 70 estudantes classificados na regional.

Para o coordenador de Desporto Educacional da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Carlos Ricardo dos Santos, a fase regional dos Jogos foi considerada positiva. “A realização da fase regional reunindo alunos de duas Diretorias Regionais de Gestão e Formação foi importante pela interação entre alunos, esta foi uma das inovações deste ano”, ressaltou, frisando que já está tudo pronto para a abertura da etapa estadual dos Jogos.

Os jogos da fase estadual dos Jets, categorias individuais, serão realizados no sábado, 14, a partir das 7h30, em unidades escolares da rede estadual. Já nas modalidades coletivas, a etapa estadual está prevista para começar no dia 18.

Expectativas

Os alunos do Colégio Estadual Padre Gama, de Monte do Carmo, a 97 km da capital, estão ansiosos pela fase estadual. A unidade escolar terá sete equipes competindo na próxima etapa, nas modalidades futsal feminino, futsal masculino, xadrez feminino, atletismo masculino e feminino na prova dos 75m, salto à distância masculino; e 250 m. A estudante Mariana de Oliveira, de 13 anos, ficou em 1º lugar no xadrez. “Fiquei feliz com o resultado e estou ansiosa para as próximas competições”, afirmou a aluna do 9º ano.

Para o professor de Educação Física, Maykel Cleyber Ferreira de Araújo, o sucesso da escola na fase regional é resultado do compromisso e responsabilidade da unidade com o ensino e aprendizagem dos alunos. Lá, os treinos são realizados cinco dias por semana e conta com o auxilio da equipe do programa ‘Mais Educação’. “Com isso, os alunos melhoraram o desempenho esportivo e agora já estamos trabalhando para as próximas competições”, ressaltou.

Já de Palmeiras do Tocantins, a 477 km de Palmas, a estudante Crislaine Lopes Pereira, de 15 anos, garantiu medalha de ouro no futsal feminino e na prova de salto à distância na etapa regional. A aluna do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Raimundo Neiva de Carvalho participa do Jets há cinco anos. “Os jogos me ajudaram a controlar os sentimentos, brigava muito na escola, era muito estressada, estou mais calma, aprendi a conviver com os colegas do time e estou me preparando para as competições estaduais”, frisou.

O estudante Kássio da Luz Nascimento, 12 anos, também se prepara para a fase estadual dos Jogos. Aluno do 7º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Rezende de Almeida, em Itapiratins, a 255 km da capital, ele foi campeão no lançamento do dardo. Para ele, participar dos Jets é uma forma de incentivo para estudar mais.

Modalidades

Nas competições estudantis, os alunos foram divididos nos grupos de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos e competem nas modalidades de atletismo, ciclismo, Ginástica rítmica, natação, bocha, tênis de mesa, vôlei de praia, xadrez, badminton, futsal, voleibol e handebol. No Parajets, a categoria é única, com as modalidades de atletismo e tênis de mesa.

Os vencedores da etapa estadual irão participar dos Jogos Escolares da Juventude, no mês de setembro, em Londrina/PR, para os alunos/atletas de 12 a 14 anos. Para os competidores de 15 a 17 anos, a fase nacional será realizada em João Pessoa/PB, no mês de novembro. Já os vencedores do Parajets irão participar das Paralimpíadas Escolares, que será realizada em São Paulo/SP, em novembro

osélia Lima / Seduc

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Geral

Governo do Tocantins repassa mais de R$ 3 milhões para benefícios eventuais dos municípios

Recurso é originário do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza.

O Governo do Tocantins começa a semana com boas notícias para os municípios, com mais uma etapa de pagamento dos benefícios eventuais a todas as prefeituras do Estado, totalizando repasse no valor de R$ 3.292.200,00.

Desse montante, cerca de R$ 1,91 milhão foi depositado, ainda na semana passada, nas contas de 61 municípios. Nesta segunda-feira, 20,  41 começam a receber o benefício, que segue no decorrer desta semana. Os demais municípios já tiveram o recurso adiantado, em janeiro deste ano, devido ao estado de calamidade pública decretado em decorrência das fortes chuvas.

O recurso para os benefícios eventuais é originário do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep-TO), que é administrado pela Secretaria de Estado da Fazenda, com a finalidade de provisionar recursos financeiros às unidades orçamentárias executoras de programas sociais que compõem a Rede de Proteção Social do Estado do Tocantins.

Benefícios eventuais

Previstos pela Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), os benefícios eventuais são ofertados pelos municípios e visam o atendimento imediato de necessidades humanas básicas decorrentes de contingências sociais, ou seja, situações inesperadas. Para solicitar o benefício, o cidadão deve procurar as unidades da Assistência Social no município, em virtude de nascimento, morte, situações de vulnerabilidade temporária e de calamidade pública.

No caso de nascimento, para atender as necessidades do bebê que vai nascer; apoiar a mãe nos casos em que o bebê nasce morto ou morre logo após o nascimento; e apoiar a família em caso de morte da mãe; nos casos de morte, para atender as necessidades urgentes da família após a morte de um de seus provedores ou membros; atender as despesas de urna funerária, velório e sepultamento, desde que não haja no município outro benefício que garanta o atendimento a estas despesas. Situação de vulnerabilidade temporária para o enfrentamento de situações de riscos, perdas e danos à integridade da pessoa e/ou de sua família e outras situações sociais que comprometam a sobrevivência; e calamidade pública para garantir os meios necessários à sobrevivência da família e do indivíduo, com o objetivo de assegurar a dignidade e a reconstrução da autonomia das pessoas e das famílias atingidas.

Arlete Cavalho/Governo do Tocantins

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Copom eleva juros básicos da economia para 13,25% ao ano

Juros estão no maior nível desde janeiro de 2017.

Em meio aos impactos da guerra na Ucrânia sobre a economia global, o Banco Central (BC) continuou a apertar os cintos na política monetária. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a taxa Selic, juros básicos da economia, de 12,75% para 13,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros.

Apesar de o aumento em 0,5 ponto ter ficado dentro do previsto, o Copom surpreendeu o mercado, ao anunciar que pretende continuar a elevar a taxa Selic nas próximas reuniões. Até agora, a maioria dos analistas financeiros apostava que os juros básicos ficariam em 13,25% ao ano até o fim de 2022.

“Para a próxima reunião, o Comitê [de Política Monetária] antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude. O comitê nota que a crescente incerteza da atual conjuntura, aliada ao estágio avançado do ciclo de ajuste e seus impactos ainda por serem observados, demanda cautela adicional em sua atuação”, destacou o Copom em comunicado.

A taxa está no maior nível desde janeiro de 2017, quando estava em 13,75% ao ano. Esse foi o 11ª reajuste consecutivo na taxa Selic. Apesar da alta, o BC reduziu o ritmo do aperto monetário. Depois de dois aumentos seguidos de 1 ponto percentual, a taxa foi elevada em 0,5 ponto.

De março a junho do ano passado, o Copom tinha elevado a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de dezembro do ano passado até maio deste ano.

Com a decisão de hoje (16), a Selic continua num ciclo de alta, depois de passar seis anos sem ser elevada. De julho de 2015 a outubro de 2016, a taxa permaneceu em 14,25% ao ano. Depois disso, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic voltou a ser reduzida em agosto de 2019 até alcançar 2% ao ano em agosto de 2020, influenciada pela contração econômica gerada pela pandemia de covid-19. Esse era o menor nível da série histórica iniciada em 1986.

Inflação

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 11,73% no acumulado de 12 meses, no maior nível para o mês desde 2015. Apesar da queda no preço da energia elétrica, por causa do fim das bandeiras tarifárias, a inflação continua pressionada pelos combustíveis.

O valor está bastante acima do teto da meta de inflação. Para 2022, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 5% neste ano nem ficar abaixo de 2%.

No Relatório de Inflação divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2022 em 7,1% no cenário base. A projeção, no entanto, está desatualizada com o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia , que elevam a cotação do petróleo. A nova versão do relatório será divulgada no fim deste mês.

As previsões do mercado estão mais pessimistas. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 9%. A pesquisa está suspensa por causa da greve dos servidores do Banco Central, mas uma atualização foi divulgada na semana passada.

Crédito mais caro

A elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1% para a economia em 2022.

O mercado projeta crescimento um pouco maior. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) neste ano.

A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.

Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Por Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil – Brasília

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