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terça-feira, junho 30, 2026

Certificados de participação na oficina fotográfica “Periferia e Memória na Região Norte” estão disponíveis

Os certificados de participação na oficina “Fotografia, Periferia e Memória – Fotografia e Bem Querer”, ministrada pelo conceituado fotógrafo brasileiro João Roberto Ripper, em Palmas, em setembro, estão sendo entregues na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia, Turismo e Cultura do Tocantins (Seden). A oficina é resultado de uma parceria da Secretaria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), por meio do  Centro de Programas Integrados (Cepin) e de seu Centro de Conservação e Preservação Fotográfica (CCPF).

Ofertada gratuitamente com carga horária de 60 horas/aula, a oficina contou com aulas teóricas e práticas, tendo a participação de 30 pessoas, entre profissionais da fotografia que atuam no  Estado, além de amadores e interessados no assunto.

De acordo com a gerente de formação artística da Seden, Silvana Bárbara, a iniciativa proporcionou a oportunidade de discutir a fotografia como informação, além do papel do fotógrafo ao contar histórias sobre pessoas, comunidades, movimentos, povos; debatendo a importância de se evitar a ‘história única’, transformando o trabalho desse profissional num “caminho do bem querer”.

Para o repórter fotográfico Emerson Silva, a troca de experiências com João Roberto Ripper foi de grande importância para o exercício profissional, abrindo novas possibilidades por meio da fotografia. “A oficina foi muito enriquecedora, pois tive a oportunidade de ampliar meus conceitos no sentido de produzir imagens num produto que exalte o belo e a humanização do que é fotografado, criando novos arranjos estéticos”.

Sobre João Roberto Ripper

Fotógrafo e fundador do Programa Imagens do Povo, Ripper começou a trabalhar como fotojornalista aos 19 anos. Passou pelos jornais Última Hora, O Estado de São Paulo (sucursal carioca), O Globo, entre outros. Em 1974, fundou a agência fotográfica F4. A partir da década de 1990, Ripper estabeleceu uma articulação mais estreita do trabalho documental com a atuação na área de Direitos Humanos. Junto a outros fotógrafos, fundou a agência Imagens da Terra, cobrindo temáticas sociais diversas em viagens pelo Brasil, durante cerca de 10 anos. Posteriormente, criou o Imagens Humanas, onde atualmente expõe seu trabalho pessoal. Em 2004, fundou o Programa Imagens do Povo, projeto realizado pelo Observatório de Favelas, na Maré. Entre seus trabalhos referenciais estão Trabalho Escravo, Trabalho Infantil, Índios do Mato Grosso do Sul e Mulheres entre Luzes e Sombras.

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