sáb. fev 27th, 2021

Vendas para as classes A e B e associativismo foram temas de palestra na ACIARA

Luis Eugênio Fernandes Duarte falou sobre as exigências desta classe de consumidores e os investimentos necessários para o patrimônio do comerciante: clientes e colaboradores

SONY DSCA exploração de novos nichos de mercado e o associativismo são ferramentas conhecidas dos empresários, mas nem sempre é possível aplicá-las satisfatoriamente em meio às atribulações e rotinas de trabalho. O palestrante Luiz Eugênio Fernandes Duarte chamou atenção para estas necessidades durante o 3º Encontro de Líderes, promovido pela Associação Comercial e Industrial de Araguaína – ACIARA, na noite do último dia 19. “Não há facilidades no comércio”, alertou Luiz ao afirmar que é preciso reinventar-se constantemente no mercado e estar sempre atento às necessidades do cliente.

O empresário e vice-presidente da Associação Comercial do Distrito Federal (ACDF) também enfatizou o associativismo entre os empresários. “Quando eles se relacionam, todos ganham. Se o comércio vai bem, a indústria vai bem, os impostos e empregos são gerados, a sociedade ganha. Por isso é preciso unir forças”, disse Luiz. E esta necessidade vale principalmente para as micro e pequenas empresas, que assinam a maioria das carteiras de trabalho do país, mas que também são mais vulneráveis às oscilações do mercado.

Novos públicos

“Às vezes, perder uma venda pode, sim, ajudar no faturamento”. A frase pegou muitos empresários de surpresa, mas Luiz Eugênio logo explicou que a nova máxima serve para que o comerciante saiba avaliar um bom negócio. “O foco está em receber, não só em vender”, esclareceu o palestrante.

Neste cenário, os investimentos para atender as classes de consumo A e B, de maior poder aquisitivo, podem ser um caminho bastante lucrativo para o comerciante. “Mas esse público é mais exigente e vai demandar uma atenção maior por parte do empresário”.

Contudo, Luiz Eugênio deixa claro que, apesar de ter que gastar um pouco mais na infraestrutura e nos insumos de seu negócio, pequenas mudanças já fazem a diferença. “Uma água servida numa taça para o cliente já faz toda a diferença”, exemplificou o empresário. “Até mesmo uma iluminação diferenciada cria uma ambiente mais confortável e sofisticado para a compra”, acrescentou.

E Araguaína tem classes A e B?

Sim, e muito, segundo explanou Luiz Eugênio. Com dados sobre a evolução do Índice de Desenvolvimento Humano nos últimos 20 anos, o palestrante mostrou que nossa cidade passou de 25% de crianças na escola em 1991 para 98% em 2010. A expectativa de vida também subiu de 61 anos há 20 anos para 74 anos hoje. “E isto reflete numa população com mais renda”, explicou o palestrante. “Por isso é preciso valorizar a cidade e os investimentos locais porque Araguaína tem, sim, consumidores de classes mais altas. Mas eles costumam ser bastante exigentes e não é fácil fidelizá-los”.

Como conquistá-los?

A gestão de negócio sempre será fundamental. “Não adianta você vender muito, arrecadar, mas não saber lidar com o fluxo de caixa, por exemplo. O grande erro do empresário é preocupar-se demais com a margem de lucro, sendo que há outros elementos que vão ser determinantes para o negócio”, alerta Luiz Eugênio.

Outro ponto chave é investir no colaborador, sempre. Bons salários, elogios por ações bem feitas, motivação e qualificação são alguns elementos básicos para formar uma equipe coesa e engajada no propósito da empresa. “O comerciante precisa ter em mente que o maior patrimônio deles são os clientes e seus colaboradores. A atenção para esses dois tem que ser constante”, pontua o palestrante.

Para o presidente da ACIARA, Manoel de Assis Silva, o bate papo com Luiz Eugênio abre um novo horizonte de possibilidades para os empresários locais, que sempre anseiam por novos investimentos. “Aproveitar as potencialidades destas classes de consumo mais exigentes são ótimos caminhos para o crescimento de uma empresa. Mas todas as dicas e orientações do palestrante servem também para aplicarmos no dia a dia do comércio, com todos os tipos de consumidores”, finaliza Manoel.

 

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