55.3 F
Nova Iorque
quinta-feira, fevereiro 5, 2026

Quase 60% das faculdades incluem sexualidade e gênero na formação de professores

generoPesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostrou que 58,27% das faculdades brasileiras incluem os temas sexualidade e relação de gênero no currículo básico da formação de professores. O estudo foi apresentado hoje (26), em seminário na capital paulista.

Entre as instituições consultadas, 19,42% informaram que não adotam os assuntos na grade curricular, 11,15% incluem apenas relação de gênero, 5% trabalham apenas sexualidade e 6,42% não souberam responder.

Mariana Braga, oficial de projetos da Unesco no Brasil, disse que o ambiente educacional do país apresenta uma violência de gênero muito forte. “A educação de relação de gênero e sexualidade é importante para que não tenhamos mais uma segregação, uma evasão, provocada por gênero ou discriminação por orientação sexual dentro das escolas”, disse à Agência Brasil.

A pesquisa revelou que o debate sobre o assunto ainda é limitado por questões de ordem religiosa, ou por acreditar que a legislação não permite a abordagem dos temas, pela falta de preparo de docentes e de fomento de políticas públicas.

Para Mariana, os resultados surpreenderam positivamente. “A gente começou pensando que a maioria das faculdades não trabalhava [sexualidade e relação de gênero], a nossa hipótese é que aquelas que reponderam aos nossos questionários são as que mais trabalham essas questões”, declarou.

O estudo começou no ano passado e os dados divulgados hoje são preliminares. Das 2.276 instituições de ensino superior que oferecem cursos na área de formação docentes no Brasil, foram consultadas 300 instituições. O estudo ouviu um representante legal de cada universidade, como professores, coordenadores e reitores.

Segundo Mariana, em uma próxima etapa do estudo, um dos pontos a serem questionados  serão  eventuais parcerias com os serviços de saúde, como por exemplo na distribuição de preservativos, quando abordada a questão do sexo e doenças sexualmente transmissíveis. “Não há um dado nacional de que os profissionais de saúde estão dentro da escola”, apontou.

A maioria das instituições ouvidas são particulares; 40% privadas com fins lucrativos, 37% privadas sem fins lucrativos, 2,7% privadas beneficentes, 11,56% universidades federais, 4,75% universidades estaduais e 1,36% universidades municipais.

Na comparação por graduações em licenciatura, pedagogia respondeu por 66% do total de cursos que incluem a temática nos currículos dos professores. Educação Física registrou 21,7%, Letras respondeu por 19,2%, Biologia teve 16,7%, Antropologia 14,3% e História 13,3%.

Edição: Maria Claudia
Fernanda Cruz – Repórter da Agência Brasil
 

Últimas Notícias

Fábio Vaz avança nos bastidores e amplia base política em regiões-chave do Tocantins

O secretário de Educação do Tocantins, Fábio Vaz, pré-candidato...

Governador Wanderlei Barbosa reúne secretários e autarquias para alinhar metas do Governo do Tocantins para 2026

Realizado no Palácio Araguaia nesta quarta-feira, 4, encontro reforçou...

Afya Unitpac é parceira no evento “Cidadania Aqui com Você” no Bico do Papagaio

_Iniciativa da Justiça do Trabalho e parceiros realiza mutirão...

Eleições 2026: audiências no TSE discutem normas que irão orientar atuação do TRE-TO

Ciclo de audiências públicas começou nesta terça-feira (3), com...

Veja também