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domingo, julho 12, 2026

Políticos do Tocantins são alvo da Polícia Federal em operação no estado

Nas primeiras horas da manhã desta terça-feira, 6, equipes da Polícia Federal do Tocantins foram para as ruas de Palmas para cumprir mandados de condução coercitiva expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

A Operação Pontes de Papel investiga fraudes licitatórias, peculatos, corrupções ativas, passivas, crimes contra o sistema financeiro, fraudes na execução de contratos administrativos e cartel “praticados por organização criminosa infiltrada no Governo do Estado com a finalidade de desviar recursos públicos”, disse a PF. Estes valores deveriam ser destinados à execução de obras públicas de construção de pontes e rodovias no estado.

Entre os alvos desta fase da operação estariam o governador Marcelo Miranda, o ex-secretário de Infraestrutura Brito Miranda e o ex-governador Siqueira Campos.

Cerca de 160 policiais federais cumprem 59 mandados judiciais, sendo 31 mandados de intimação e 28 mandados de busca e apreensão nos Estados de Tocantins, Goiás, Bahia, Mato Grosso e Distrito Federal. Mandados estão sendo cumpridos em órgãos do governo estadual como a Secretaria de Infraestrutura.

A investigação começou após solicitação do STJ para que a Polícia Federal promovesse a sistematização de dados relacionados a superfaturamento e ordens de pagamentos emitidas em determinados contratos, bem como identificação dos responsáveis pelos eventuais desvios.

A PF apurou, durante as investigações, que havia nas fraudes sempre o envolvimento de um núcleo político, um núcleo de empresários e um núcleo de servidores públicos e funcionários, estando nesse último incluído os membros da comissão de licitação, fiscais, diversos comissionados e funcionários de empresa.

Os valores gastos pelo Estado nas obras investigadas chegaram a R$ 1,4 bilhões, dos quais estima-se que foram desviados cerca de 30% dessa quantia.

O nome da operação faz referência a construção de inúmeras pontes que não passaram de “papel”, tendo em vista a inexecução das obras.

Conforme a polícia, será realizada entrevista coletiva às 10h, na Superintendência da PF em Palmas.

t1noticias

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