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domingo, maio 3, 2026

Polícia Civil investiga descarte irregular de 10 mil litros de óleo no Parque Cesamar em Palmas

A Polícia Civil do Tocantins abriu investigação para apurar o descarte irregular de aproximadamente 10 mil litros de óleo no córrego Brejo Comprido, que atravessa o Parque Cesamar, uma das principais áreas verdes de Palmas. A Prefeitura Municipal afirma que o material foi despejado em uma galeria pluvial da Avenida NS-10 por funcionários da empresa EHL, do setor de construção de rodovias e ferrovias.

O incidente foi detectado na noite da última terça-feira (22) e desde então, manchas de óleo foram avistadas em diversos pontos do lago dentro do parque. Apesar da gravidade do caso, o Parque Cesamar não teve suas atividades suspensas, e os horários de visitação permanecem normais.

Investigação e perícia

A Perícia Científica foi acionada para avaliar a extensão dos danos ambientais causados ao córrego e ao lago do parque, que é habitat de várias espécies de animais. A Divisão Ambiental da Guarda Metropolitana está monitorando a situação desde quarta-feira (22), enquanto os órgãos municipais e estaduais continuam acompanhando as medidas de mitigação.

De acordo com a Prefeitura de Palmas, o óleo estava armazenado em um tanque de contenção no pátio da empresa EHL. Ele teria sido transferido para um caminhão e despejado em uma galeria pluvial, que desemboca no córrego Brejo Comprido. Caso a autoria do crime seja confirmada, a empresa pode enfrentar multas que variam de R$ 5 mil a R$ 50 milhões, além de sanções penais conforme o Artigo 54 da Lei de Crimes Ambientais, que prevê reclusão de um a cinco anos.

Nota da empresa EHL

Em nota oficial, a EHL alegou que o incidente foi resultado de uma “falha operacional” no pátio da empresa, negando que tenha ocorrido descarte intencional em uma galeria pluvial. A empresa afirmou ter iniciado imediatamente os trabalhos de remoção do óleo na noite de terça-feira, sob a supervisão de engenheiros ambientais e órgãos competentes, para garantir o cumprimento das normas ambientais.

A empresa declarou, ainda, que utilizou três caminhões-pipa para realizar a sucção do óleo da galeria pluvial e reforçou seu compromisso com as medidas necessárias para minimizar os danos.

Impacto ambiental

Embora o parque não tenha sido interditado, o vazamento preocupa ambientalistas e frequentadores devido ao impacto potencial no ecossistema local. O lago do Parque Cesamar é um dos principais atrativos da capital e abriga uma grande diversidade de fauna e flora.

As autoridades investigam se a falha operacional citada pela empresa foi causada por negligência ou imprudência, o que pode agravar as penalidades previstas.

O caso segue sendo acompanhado pela Divisão Ambiental e pela Polícia Civil, enquanto a população aguarda os resultados da perícia e a adoção de medidas que previnam futuros incidentes semelhantes.

Por Brenda Santos, Matheus Dias, g1 Tocantins, TV Anhanguera

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