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terça-feira, janeiro 13, 2026

Polícia Civil indicia suspeito de estuprar a própria enteada por vários anos em Xambioá

Exames de DNA comprovaram que o filho da vítima é também filho do agressor

A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 22ª Delegacia de Xambioá, concluiu nessa terça-feira, 14, as investigações sobre um crime de estupro de vulnerável e indiciou um indivíduo de 53 anos, pela prática, de forma continuada, do crime contra sua própria enteada, que foi abusada sexualmente dos 11 aos 17 anos.

O inquérito policial foi presidido pelo delegado-chefe da 22ª DP, Márcio Lopes, e demonstrou que os crimes foram praticados na cidade de Xambioá, tendo início quando a vítima, hoje com 21 anos, tinha apenas 11 anos, e continuaram por vários anos.

Durante as investigações, ficou evidenciado que as violências sexuais ocorriam no ambiente familiar, ou seja, em uma fazenda na zona rural de Xambioá, onde a então criança e depois adolescente morava com a mãe, os irmãos e o padrasto agressor.

Segundo o delegado Márcio Lopes, as investigações demonstraram que, das várias violências sexuais sofridas, que sempre aconteciam sem uso de preservativo, a vítima engravidou do agressor aos 14 anos. Embora o agressor tenha por diversas vezes tentado fazer com que a vítima abortasse a gravidez, a criança nasceu saudável e goza de boa saúde, atualmente com 5 anos.

Em uma de suas declarações, a vítima narrou que o padrasto, quando soube da gravidez a obrigou a tomar, duas vezes ao dia, sumo de limão até que sentisse a dor do aborto, relatando ainda que em outra ocasião ele a obrigou a tomar fel de paca, para que ela abortasse.

Conforme se apurou, as violências sexuais só cessaram após a vítima passar a morar com um jovem em outra cidade no Estado do Pará, quando completou 17 anos.

Depois disso, o suspeito ainda obrigou a mãe da vítima ligar alegando que estava doente e pedindo que ela fosse visitá-la. A vítima atendeu ao pedido da mãe e, à noite, quando dormia ao lado do filho, foi pela última vez estuprada pelo padrasto, sob ameaça de cortar a garganta da criança.

Ao contar o fato para o companheiro, este a convenceu a procurar a Polícia Civil para denunciar o caso. Exames de DNA atestaram que o filho da vítima é realmente filho do agressor.

O inquérito policial foi concluído e remetido à justiça com indiciamento do investigado pelo crime de estupro de vulnerável de forma continuada.

Por: Rogério de Oliveira/Governo do Tocantins

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