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Internacional

Merkel e Putin debatem sobre esforços pela paz na Ucrânia em encontro no Rio

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, conversaram no Rio de Janeiro sobre os atuais esforços para impulsionar negociações de paz na Ucrânia após concordarem que a situação no país do Leste Europeu tende a se agravar, de acordo com fontes oficiais.

“Tanto Putin como Merkel destacaram a necessidade de retomar urgentemente o trabalho em grupo na Ucrânia, possivelmente mediante uma videoconferência”, afirmou o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, em declarações a jornalistas após o encontro.

Segundo o assessor, ambos consideram que o reinício das iniciativas internacionais para buscar uma solução para o conflito na Ucrânia exige um cessar-fogo imediato das tropas ucranianas e das milícias separatistas pró-russas.

O grupo que tenta negociar uma saída do conflito é integrado por Ucrânia, Rússia e a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), com representação dos separatistas.

Como os separatistas alegam que não podem sair da cidade de Donetsk para comparecer às reuniões propostas, o governo da Ucrânia admitiu a possibilidade de participar das conversas por videoconferências.

Peskov acrescentou que, para Putin e Merkel, a tendência é que o conflito na Ucrânia piore ainda mais. Por isso, é necessário reforçar os esforços pela paz.

Os líderes de Rússia e Alemanha aproveitaram o breve encontro no Rio de Janeiro, aonde foram para assistir à final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina, para abordar a crise na Ucrânia antes do almoço oferecido pelo governo brasileiro às autoridades estrangeiras.

Os dois se reuniram no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro, antes de se juntarem aos demais chefes de Estado recebidos pela presidente brasileira, Dilma Rousseff, no salão principal.

Merkel, que teve várias conversas por telefone com Putin para debater a crise na Ucrânia, pediu ao presidente da Rússia que use sua influência sobre as milícias separatistas para que ponham fim aos combates.

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, que também desejava assistir à decisão do torneio no Rio, desistiu de viajar de última hora pelo agravamento da crise em seu país. A viagem havia levantado a possibilidade que tivesse uma reunião com Putin no Brasil.

O encontro entre Merkel e Putin aconteceu simultaneamente com a intensificação dos combates entre as tropas ucranianas e as milícias separatistas pró-russas no leste da Ucrânia, onde as forças governamentais tentam fechar o cerco em torno da cidades de Lugansk e Donetsk, principais fortificações dos separatistas.

Os choques de maior intensidade foram em Lugansk, capital da região homônima que, da mesma forma que a vizinha Donetsk, se autoproclamou uma república popular independente.

EFE | RIO DE JANEIRO

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Internacional

‘Colapso das bolsas dos EUA ameaça mundo com nova Grande Depressão’

Os principais índices bolsistas dos EUA caíram entre 3,8 e 4,6% no início desta semana. O colapso se estendeu às bolsas da Ásia e Europa.

Há muito produtos financeiros exóticos para comercializar e algum dia eles farão explodir o mercado, disse o multimilionário Carl Icahn à CNBC. Icahn descreveu a possível explosão como “talvez pior que a de 1929”, referindo-se ao colapso nas bolsas durante a Grande Depressão.

Para o multimilionário, o mercado não é nada mais que um “casino com esteroides”. Em sua opinião, os fundos cotados na bolsa são “falhas” que eventualmente levarão a um “terremoto” em Wall Street.

“Esse é apenas é o início de um colapso”, prevê ele.

O índice industrial Dow Jones perdeu em apenas um dia de negociação 4,6%; o índice S&P 500 − 4,1%; o Nasdaq perdeu 3,78%. O Dow Jones caiu mais de 1.500 pontos e, no fim da sessão, foi registrada uma queda de 1.175 pontos, a maior em toda sua história de 122 anos.

Ao mesmo tempo, o colapso no mercado bolsista norte-americano provocou uma reação em cadeia nos mercados mundiais. As bolsas da Ásia e Europa têm fechado em queda nos últimos dias.

Os ex-chefes da Reserva Federal (banco central dos EUA) Alan Greenspan e Janet Yellen, fizeram declarações fortes sobre a iminente crise financeira.

Em entrevista ao canal de televisão CBS News, Yellen comentou que as valorizações constantes do mercado deveriam ser motivo de preocupação.

“Bem, não quero dizer que sejam excessivamente altas. Mas quero dizer que são altas”, afirmou ela. “A relação preço/lucro das empresas está perto do limite máximo dos intervalos históricos”, acrescentou ela.

Além dos preços elevados das ações, para Yellen, os da propriedade comercial também são “bastante altas” em comparação com o valor das rendas.

“Temos uma bolha? É difícil dizer. Mas é um motivo de preocupação as valorizações dos ativos serem tão elevadas”, acrescentou a economista.

Alan Greenspan também lançou uma dura advertência sobre os mercados financeiros.

“Creio que há duas bolhas. Temos uma bolha bolsista e temos outra no mercado de títulos de dívida”, disse Greenspan em uma entrevista à Bloomberg. “Creio que a bolha do mercado de títulos será o tema crítico”, disse ele.

O colapso nas bolsas de valores dos EUA não é difícil de prever, tendo em consideração que o rendimento da dívida dos EUA a longo prazo superou os 2,8%, um nível crítico para os EUA, disse à Sputnik o economista Sergei Khestanov.

Ele sublinhou que até o fim da semana ficará claro se os índices de bolsa dos EUA caem a curto prazo ou se é o início de uma nova crise mundial.

br.sputniknews.com

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Internacional

Estrategista: ‘Missão de paz de soldados brasileiros vai enfrentar combate real na África’

O número crescente de baixas entre os soldados dos contingentes de paz da Organização das Nações Unidas (ONU), os capacetes azuis, nos últimos anos, vai representar uma séria ameaça ao contingente brasileiro de 750 homens que será enviado à República Centro-Africana até maio.

A opinião é de Ricardo Gennari, especialista em Inteligência Estratégica e diretor da Tróia Intelligence. Em entrevista à Sputnik Brasil, Gennari analisou o relatório coordenado pelo general Carlos Alberto dos Santos Cruz, feito a pedido da ONU, para recomendar ações que diminuam essa mortalidade. O general, que hoje responde pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, chefiou duas missões de paz de tropas brasileiras, a Minustah, no Haiti, e a Monusco, no Congo, comandando a brigada da ONU que venceu os rebeldes do M23. Desde 2011, foram registradas 195 mortes entre os capacetes azuis, ou 20% do total de baixas registradas pelo contingente desde o início das operações em 1948.

O relatório observa que, nos últimos anos, as ações dos capacetes azuis acontecem em países onde guerras civis ou insurgência entre grupos rebeldes substituíram os conflitos entre governos, tornando a atuação dos contingentes mais difícil e arriscada. Entre as sugestões apresentadas à ONU, o estudo recomenda a compra de equipamentos como blindados mais resistentes, rifles de precisão, mudança nas cadeias de comando e, sobretudo, que as tropas adotem uma postura mais pró-ativa, abandonando as atuais ações meramente passivas.

O estudo observa que mais de 90% da capacidade militar dos capacetes azuis acontecem hoje em missões voltadas para a autoproteção e para a escolta de comboios. As sugestões incluem ainda maior uso de inteligência tática, com a criação de redes de informantes e monitoramento de operações com drones e câmeras de vigilância. Por fim, sugere que as tropas respondam às agressões, identificando os responsáveis e os levando à Justiça local.

Para Ricardo Gennari, neste novo cenário, as tropas brasileiras que vão compor a força de paz da ONU na República Centro-Africana correm sérios riscos. Segundo ele, a missão será completamente diferente da que os brasileiros realizaram no Haiti, com distribuição de alimentos e remédios e força meramente de apoio à polícia no tocante à segurança.

“Na República Centro-Africana não vejo como uma missão de paz. O Brasil também pode ser deslocado para oito ou nove países naquela região. De 1947 até agora, o Brasil já foi convocado pela ONU 50 vezes (nessas missões). No entorno da Centro-Africana, temos Sudão, Mali, Nigéria, temos o Boko Haram, vários grupos terroristas e guerrilhas que trabalham em função de minérios. Existe uma matança muito grande naquela região”, explica o especialista.

Para dimensionar o poder de destruição desses grupos, Gennari diz que alguns estão detonando bombas de até 500 quilos. O problema, segundo ele, é que os brasileiros não estão acostumados a essas situações. Ele também questiona o porquê do Brasil estar substituindo contingentes da Suécia e da Austrália.

“Para os Estados Unidos não é importante mais estar guerreando na África, não é mais o foco estratégico americano. O Brasil está cada dia mais comprando essas missões e não sei se estão fazendo os estudos adequados, mas não será como no Haiti. Nossas forças lá vão ter que reagir. Será que estamos prontos? Outro problema é que a ONU tem um orçamento até um certo limite. Depois desse limite, será que o Brasil vai colocar dinheiro nesses equipamentos? Será que estamos preparados para receber soldados mortos em sacos pretos? Será que o soldado brasileiro está preparado para ficar um ano numa zona de combate?”, questiona o diretor da Tróia Intelligence, lembrando que a última participação bélica do Brasil aconteceu na Campanha da Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, em 1945.

Ainda com relação ao custeio dessas operações, Gennari cita que só o orçamento da Seal, as tropas especiais da Marinha dos EUA, é de US$ 1 bilhão por ano para manter a brigada de dois mil e poucos homens.

A Sputnik Brasil solicitou entrevista com o general Santos Cruz, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

 br.sputniknews.com
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