O presidente da Assembleia Legislativa do Tocantins (Aleto), Amélio Cayres (Republicanos), subiu o tom sobre a sucessão estadual e a organização das forças políticas para o próximo pleito. Durante almoço com cerca de 50 profissionais de imprensa em uma churrascaria de Araguaína, nesta sexta-feira (13), o parlamentar afirmou que o Republicanos terá cadeira cativa nas discussões majoritárias e não descartou a formação de chapas alternativas, caso o desenho atual sofra alterações unilaterais.
Ao ser questionado sobre a movimentação da senadora Professora Dorinha (União Brasil), Cayres foi enfático ao defender o direito de seu partido — o mesmo do governador Wanderlei Barbosa — de buscar novos caminhos. “Se ela já está com a chapa dela fechada, eu tenho o direito de procurar outra ou formar uma chapa, visto que estou em um partido grande”, declarou.
Ceticismo com Pesquisas
O chefe do Legislativo também apresentou uma visão crítica sobre o papel das pesquisas de opinião no cenário político atual. Para Cayres, os levantamentos servem mais como um instrumento de controle interno para os candidatos do que como um influenciador real do voto popular.
“As pesquisas hoje não bloqueiam mais a cabeça do cidadão. O eleitor está muito mais realista do que a questão dos números. A maior pesquisa não parte do papel ou de escritórios; é aquela que você sente no assentamento, nas aglomerações”, afirmou o deputado.
Alianças e Concessões
Apesar da postura firme, Cayres pregou a união da base governista, que inclui siglas como PP, MDB, PL, União Brasil e Republicanos. Ele reforçou que seu nome foi colocado à mesa pelo governador Wanderlei Barbosa para representar o partido nas discussões da chapa majoritária, seja para o Governo ou para o Senado.
“Ninguém senta à mesa para discutir sem fazer concessões. O nosso nome está preparado. Temos que respeitar nomes como a senadora Dorinha, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim, para extrair os nomes da majoritária que façam o Tocantins prosperar com estabilidade”, ponderou.
Foco em Araguaína e Infraestrutura
Além da pauta política, o presidente da Aleto destacou a importância estratégica de Araguaína como polo comercial e agropecuário. Ele reafirmou o compromisso com gargalos logísticos e de saúde na região, citando a urgência na conclusão do Hospital Geral de Araguaína (HGA) e obras de infraestrutura viária.
“Araguaína é um motor econômico. Temos a humildade de ouvir quem está na ponta, como a imprensa, para entender a realidade e buscar soluções governamentais que sustentem esse crescimento”, concluiu Cayres, que cumpre agenda extensa na região norte do estado.
Por: Geovane Oliveira





