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PF prende coronel do Exército no Tocantins por participação em trama golpista

PF prende coronel do Exército no Tocantins por participação em trama golpista
Coronel Fabrício Moreira Bastos, investigado na trama golpista — Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Polícia Federal cumpriu, neste sábado (27), dez ordens de prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica contra condenados por envolvimento na tentativa de golpe de Estado. No Tocantins, a medida atingiu o coronel do Exército Fabrício Moreira de Bastos, detido em Palmas, onde reside.

O militar foi condenado no último dia 18 de novembro pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), ao lado de outros nove réus. Conforme o STF, o grupo fazia parte do chamado “Núcleo 3” da trama golpista, responsável pelo planejamento de ações violentas da organização criminosa, incluindo a intenção de assassinar autoridades.

Em manifestação, a defesa de Fabrício Bastos se posicionou contra a decisão judicial. De acordo com o advogado Marcelo Cordeiro, a decretação da prisão domiciliar e o uso da tornozeleira eletrônica seriam medidas arbitrárias e ilegais, por falta de fundamentação. A defesa também afirmou que o coronel não representou risco ao andamento do processo, participou de todos os atos judiciais e cumpriu as determinações impostas.

O coronel foi condenado a 16 anos de prisão pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Além do Tocantins, a Polícia Federal cumpriu mandados nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Paraná, Goiás, Bahia e no Distrito Federal. Parte das ações contou com apoio do Exército Brasileiro.

Segundo a PF, além da prisão domiciliar, foram impostas medidas cautelares, como a proibição do uso de redes sociais, a restrição de contato com outros investigados, a apreensão de passaportes, a suspensão de registros de porte de arma de fogo e a limitação de visitas.

Atuação na trama golpista

De acordo com informações publicadas pelo jornal O Globo, Fabrício Bastos integrava as Forças Especiais do Exército, conhecidas como “kids pretos”. Em depoimento ao STF, ele confirmou a existência de uma carta enviada a oficiais como forma de pressionar o alto comando do Exército a aderir à tentativa de golpe.

As investigações apontam que o militar também teria repassado o documento a outros integrantes das Forças Armadas para buscar apoio à ação. Em interrogatório, Bastos afirmou que agia sob ordens de um superior e classificou a carta como “mal redigida”, afirmando que o texto deveria ser interpretado como um desabafo dos oficiais responsáveis.

Fonte: G1 Tocantins

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