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quarta-feira, abril 29, 2026

Reviravolta no Tocantins: Palanque de Lula pode migrar para Wanderlei após mudança no cenário nacional

O tabuleiro político do Tocantins ganhou novos contornos nesta semana, após movimentações que mexem diretamente nas articulações de alianças nacionais e estaduais. A mudança está ligada ao cenário presidencial de 2026 e à definição de quais líderes locais irão sustentar os palanques dos principais pré-candidatos à Presidência da República.

Até poucos dias atrás, a narrativa consolidada no estado era de que o governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) estaria posicionado como adversário do campo lulista no Tocantins, já que seu partido sustentava a pré-candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, ao Palácio do Planalto. No entanto, com os recentes sinais de que Tarcísio deve desistir da disputa presidencial para buscar a reeleição em São Paulo, o cenário mudou completamente.

Com essa reviravolta, quem deve assumir a linha de frente contra o palanque do presidente Lula no Tocantins é o PSD, sob a liderança do governador em exercício Laurez Moreira. O movimento é estratégico, já que o PSD conta nacionalmente com Ratinho Júnior, governador do Paraná, agora colocado como o principal nome da direita para a disputa de 2026.

Até então, Laurez e o grupo do senador Irajá Abreu eram apontados como aliados naturais de Lula no estado, reforçando a presença do PSD no palanque petista. Mas com Ratinho Júnior despontando como presidenciável, a lógica das alianças muda: Wanderlei, que antes representava a oposição ao PT, pode se reposicionar e integrar o arco de alianças lulista, já que o Republicanos não deve lançar candidato próprio ao Planalto.

Assim, o que parecia consolidado até a semana passada já não se sustenta. O palanque de Lula no Tocantins pode migrar de Laurez para Wanderlei, enquanto o PSD, antes cotado como aliado do governo federal, tende a assumir protagonismo no campo da oposição com Ratinho Júnior.

O novo arranjo abre espaço para intensas negociações internas nos partidos e promete aquecer ainda mais o debate político no Tocantins, que passa a ser visto como um dos estados-chave na construção das alianças para 2026.

Por: Geovane Oliveira

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