O governo do Tocantins oficializou, no Diário Oficial do Estado publicado em 31 de março, a exoneração, a pedido, do comandante-geral da Polícia Militar, Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, e do secretário extraordinário de Ações Governamentais, Lázaro Botelho Martins. A saída ocorre às vésperas do prazo estabelecido pelo calendário eleitoral para desincompatibilização de ocupantes de cargos públicos que pretendem disputar as eleições de 2026.
De acordo com a legislação eleitoral, integrantes do Executivo interessados em concorrer a cargos eletivos devem deixar suas funções até o dia 4 de abril. No caso de Lázaro Botelho, a exoneração já era esperada nos bastidores políticos, diante da sinalização de que o ex-deputado pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados.
As mudanças também atingem o comando da Polícia Militar do Tocantins. Com a saída de Márcio Antônio Barbosa de Mendonça, assume o posto o coronel Claudio Thomaz Coelho de Souza, que até então ocupava a função de chefe do Estado-Maior da corporação.
No mesmo ato, o governador Wanderlei Barbosa promoveu ajustes na estrutura interna da PM. Dosautomista Honorato de Melo foi nomeado para o cargo de chefe do Estado-Maior, enquanto Jaime Porfírio de Souza assume como subchefe.
As exonerações e nomeações fazem parte de um movimento recorrente em anos eleitorais, quando gestores deixam cargos estratégicos para se tornarem aptos à disputa nas urnas. A tendência, segundo analistas, é de intensificação das mudanças na administração estadual nos próximos dias, à medida que se aproxima o fim do prazo legal.
Por: Geovane Oliveira



