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quarta-feira, abril 8, 2026

Polícia Federal mira esquema de corrupção e desvios na saúde em cinco cidades do Tocantins

Operação Código Branco cumpre 10 mandados de busca e apreensão na região norte do estado e no Bico do Papagaio. Penas para os envolvidos podem passar de 30 anos.

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (8) a operação Código Branco, que investiga um forte esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro na área da saúde no Tocantins.

Ao todo, os agentes federais cumprem 10 mandados de busca e apreensão em cidades da região norte do estado e do Bico do Papagaio. As ordens judiciais, expedidas pela 2ª Vara Federal Cível e Criminal da Subseção Judiciária de Araguaína, têm como alvos endereços nos municípios de Araguaína, Riachinho, Filadélfia, Babaçulândia e Barra do Ouro.

De acordo com as investigações da PF, uma empresa de serviços médicos foi contratada diversas vezes por prefeituras da região por meio de licitações direcionadas. O esquema eliminava a competitividade do processo, favorecendo o grupo.

A operação busca colher provas para frear a utilização de empresas de fachada. A suspeita é de que o grupo simulava capacidade operacional para justificar as contratações e, com isso, viabilizar o pagamento de propina a agentes públicos.

Durante as apurações, os investigadores descobriram que a empresa realizava subcontratações que eram expressamente proibidas pelos editais.

A PF também identificou repasses financeiros suspeitos, apontando para um esquema de dissimulação e ocultação da origem do dinheiro desviado dos cofres públicos.

Os investigados poderão responder pelos crimes de fraude à licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e sonegação fiscal. Se condenados, as penas somadas podem ultrapassar a marca de 30 anos de prisão.

O nome da operação, “Código Branco”, é uma referência direta ao jargão utilizado em hospitais para identificar emergências que exigem resposta imediata e ação coordenada de toda a equipe médica.

O que dizem as prefeituras

Procuradas, as gestões dos municípios onde os mandados foram cumpridos se posicionaram sobre a operação da Polícia Federal.

A Prefeitura de Araguaína informou que as buscas na cidade ocorreram apenas na sede da empresa investigada, garantindo que não há qualquer ligação do esquema com a administração do município.

Em Filadélfia, o Governo Municipal afirmou à TV Anhanguera que os agentes estiveram no Hospital Municipal exclusivamente para colher o depoimento de um profissional de saúde que estava de plantão. A prefeitura ressaltou que não é alvo de investigação e que o inquérito foca em uma cidade vizinha.

Já a Prefeitura de Barra do Ouro declarou, em nota, que atendeu prontamente às autoridades e que cumpriu rigorosamente a lei em suas licitações, incluindo as pesquisas de preços. O município defendeu que os serviços contratados foram efetivamente prestados à população e que as contas foram entregues conforme exigem as normas vigentes.

Por: Geovane Oliveira , com informações  do G1 Tocantins.

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