A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (9), a Operação Terra Falsa, com o objetivo de investigar um suposto esquema de fraudes em financiamentos rurais envolvendo uma instituição bancária. Três mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Palmas, por determinação da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins.
De acordo com as investigações, um ex-funcionário do banco é suspeito de ter inserido informações falsas no sistema interno da instituição para viabilizar a concessão de créditos milionários de forma irregular.
Além das buscas, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e ativos de oito pessoas investigadas. A medida atinge imóveis urbanos e rurais, fazendas, veículos, aplicações financeiras, ativos bancários e outros bens passíveis de registro, até o limite aproximado de R$ 141,7 milhões. Também foi determinado o bloqueio de US$ 400 mil, valor que correspondia a cerca de R$ 2,06 milhões, conforme a cotação do dólar registrada em 8 de junho de 2026.
Segundo a Polícia Federal, o esquema consistia na utilização de informações falsas para caracterizar indevidamente determinadas pessoas como produtores rurais, permitindo o acesso irregular a linhas de crédito destinadas ao agronegócio.
Os investigados poderão responder pelos crimes de obtenção de financiamento mediante fraude, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas previstas para esses delitos podem chegar a 19 anos de prisão.
Em nota, a Polícia Federal informou que o nome da operação faz referência ao principal foco das investigações: a suposta utilização de dados fraudulentos para obtenção indevida de recursos destinados ao setor rural.
As investigações continuam com o objetivo de identificar todos os envolvidos e dimensionar a extensão dos prejuízos causados ao sistema financeiro.
Foto: Divulgação/Polícia Federal do Tocantins
Fonte: PF


