ter. jan 19th, 2021

Força Sindical dá respaldo total à greve da Polícia Civil

Antônio Magri e Marcio VillalvaEm evento com os 12 sindicatos locais filiados nesta segunda-feira, 30 de março, a Força Sindical deu respaldo total à greve da Polícia Civil, movimento paredista iniciado em 25 de fevereiro sob o comando do Sinpol-TO (Sindicato dos Policiais Civis do Tocantins), Moisemar Marinho. Após a reunião, o secretário adjuntos de Relações Sindicais da Força Sindical, Marcio Villalva, e o assessor político da entidade, o ex-ministro do Trabalho Antônio Rogério Magri foram claros ao condenar a atitude do governo do Estado de suspender efeitos da lei que alinhava as carreiras dos policiais civis por decreto.

“A Força Sindical é totalmente a favor da luta dos policiais. Não se pode tirar aquilo que foi conquistado, que é um direito dos servidores, tudo aprovado em lei, com um decreto”, ressaltou Villalva, ao destacar que a entidade está preparada para dar todo o apoio aos policiais, tanto politicamente, quanto judicialmente.

“A Força Sindical vai ajudar e dar toda a assistência necessária”, salientou Villalva.

Já o ex-ministro do Trabalho Antônio Magri disse ser totalmente solidário à luta dos policiais civis, destacando que a segurança pública é para ser prioridade e seus profissionais precisam ser tratados com dignidade, sem ter aquilo que conquistaram depois de muita luta tirados. “Não posso deixar de falar que não se pode jamais suspender leis por decreto. Isso é muito complicado, uma afronta difícil de entender”, ponderou Antônio Magri, ao ponderar que os policiais estão corretos na sua reivindicação.

Para o presidente do Sinpol, Moisemar Marinho, o respaldo da Força Sindical é de suma importância e dá mais força para a categoria continuar na luta para restabelecer a conquista histórica. “Esse apoio mostra que estamos no caminho certo”, disse Moisemar Marinho.

Os policiais civis do Tocantins buscam o cumprimento da lei 2.851/2014, que faz o alinhamento das carreiras dos policiais civis, deixando um só nível na corporação. A lei, que é uma conquista histórica, teve seus efeitos financeiros suspensos por decreto do governador Marcelo Miranda.
Ao todo, cerca de 1,3 mil policiais civis do Estado foram prejudicados diretamente com o decreto.

 

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