55.3 F
Nova Iorque
quarta-feira, agosto 12, 2026

Ásia-África: Moçambique defende uma ONU mais adaptada ao mundo moderno

downloadO ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Oldemiro Baloi, defendeu hoje (23), durante discurso na Conferência Ásia-África, em Jacarta, que a Organização das Nações Unidas (ONU) deve sofrer uma reforma para se adaptar ao mundo moderno.

Perante os 105 representantes de países africanos e asiáticos, o chefe da diplomacia moçambicana considerou que este ano, no qual se assinala o 70º aniversário da ONU, é tempo de ampliar o Conselho de Segurança e torná-lo mais representativo.

“Os métodos de trabalho do Conselho de Segurança devem ser alvo de uma reforma, para este organismo se adaptar ao mundo moderno”, reforçou.

O Conselho de Segurança é composto por 15 membros, sendo cinco permanentes e com poder de veto – Estados Unidos, França, Reino Unido, Rússia e China – e os demais eleitos para mandatos de dois anos. Os países asiáticos e africanos reunidos em Jacarta querem alterar as regras.

Oldemiro Baloi considerou que os princípios que marcaram a Conferência de Bandung em 1955 – a luta contra o domínio das principais potências mundiais e a defesa da independência, da paz e da prosperidade econômica nas duas regiões – são ainda atuais.

Neste sentido, elogiou a declaração de apoio à independência da Palestina, que deve ser hoje aprovada pelos líderes presentes no encontro, frisando que tal ato representa uma “mensagem clara do apoio inequívoco” do grupo à causa da autodeterminação do Saara Ocidental.

“Estamos agora confrontados com desafios complexos para alcançar o crescimento econômico, o desenvolvimento social, como a paz e a estabilidade”, alertou, defendendo um reforço da Cooperação Sul-Sul.

O líder moçambicano defendeu que a Ásia e a África devem ter um papel mais importante na procura de soluções sustentáveis para os desafios globais e elogiou a ideia da Indonésia de criar um Centro Ásia-África e um fórum empresarial que una os dois continentes.

“Os investimentos diretos estrangeiros e maior acesso ao mercado para os países africanos é de extrema importância” para apoiar o desenvolvimento socioeconômico e “criar um ambiente propício para a implementação dos objetivos de desenvolvimento sustentável,” disse.

Baloi ressaltou que o “mecanismo financeiro para infraestruturas e setores da agricultura constitui um desafio para os nossos esforços de desenvolvimento”, sendo, por isso, necessário “identificar fontes de financiamento alternativas para desenvolver o Sul”.

O chefe da diplomacia defendeu um aumento da transferência de tecnologia entre os países.

Além dos países asiáticos e africanos, representações de 15 nações, na qualidade de observadores, e de 17 organizações internacionais participam da conferência, que também lembra o 10º aniversário da Nova Parceria Estratégia Ásia-África.

Últimas Notícias

Advogado Marcos Antonio de Sousa toma posse como desembargador do Tribunal de Justiça do Tocantins

O advogado Marcos Antonio de Sousa, de 56 anos,...

Polícia Civil do Tocantins reforça segurança durante a Operação Romaria do Senhor do Bonfim 2026

Atendimento será realizado com reforço presencial nos períodos de...

Mestrado Profissional em Matemática abre seleção com 10 vagas na UFNT

Estão abertas as inscrições para o Exame Nacional de Acesso...

Associação de pecuaristas do Tocantins se posiciona contra projeto que proíbe exportação de gado vivo

A Associação Tocantinense do Novilho Precoce (ATNP), que representa...

Veja também