Indicado pelos Republicanos, ex-governador pode integrar o governo federal a partir de 2027 se o partido cumprir metas eleitorais no estado
Com o fim do mandato se aproximando, o governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), já projeta seu próximo passo na política nacional. Nos bastidores do Palácio Araguaína, cresce a articulação para que ele assuma um ministério no governo federal a partir de 2027 — movimento que depende, em grande medida, do desempenho do partido nas eleições desse ano.
A indicação partiria dos próprios Republicanos, legenda à qual Wanderlei é filiado e que tem apostado no Tocantins como uma de suas principais vitrines eleitorais. A meta do partido é ambiciosa: Eleger ao menos três deputados federais pelo estado — um resultado que, se confirmado, consolidaria a força da sigla na região e ampliaria seu poder de barganha na mesa de negociações com o Palácio do Planalto.
O coração da estratégia, porém, está na sucessão ao governo estadual. Os Republicanos trabalham para apoiar a candidatura de Dorinha — nome político da senadora Dorinha Seabra Rezende, do União Brasil — ao Executivo tocantinense. A eleição dela representaria não apenas a continuidade política do grupo, mas também um argumento concreto para justificar a entrada de Wanderlei no ministério: O partido entregaria ao Planalto uma bancada robusta e um governo estadual, demonstrando musculatura para reivindicar uma fatia do poder federal.
“A eleição da Dorinha é fundamental para o projeto. Ganhar o governo do Tocantins e eleger três deputados federais pelos Republicanos muda completamente o peso do partido nas negociações”, afirmou uma fonte próxima ao governador, em caráter reservado.
O caminho de Wanderlei em direção a Brasília passa também pelo relacionamento com o presidente nacional dos Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP). Segundo a mesma fonte, Pereira tem dado sinais claros de apoio à movimentação e seria o principal fiador da indicação de Wanderlei para uma pasta ministerial — embora nenhum ministério específico tenha sido formalmente mencionado até o momento.
O cenário, no entanto, ainda é incerto. As eleições de 2026 definirão as fichas que cada partido terá em mãos para negociar com o governo federal. Para os Republicanos no Tocantins, o desafio é provar que o estado — historicamente marcado por disputas acirradas e alianças voláteis — pode ser transformado em um reduto confiável da sigla.
Wanderlei Barbosa assumiu o governo do Tocantins em 2022, após a cassação do então governador Mauro Carlesse, e foi reeleito no mesmo ano. Sua trajetória política inclui passagens pela vice-governadoria. A avaliação interna do partido é de que ele acumula capital político suficiente para ocupar uma cadeira ministerial — desde que os resultados das urnas chancelarem essa aposta.
Por: Geovane Oliveira


