As movimentações políticas com foco nas eleições de 2026 começam a ganhar intensidade nos bastidores do Tocantins. Em análise divulgada nesta semana, o analista político Geovane avaliou que lideranças que decidirem se filiar ao Podemos, partido ligado ao deputado federal Tiago Dimas, podem enfrentar dificuldades de relacionamento com o Palácio Araguaia, sede do governo estadual.
Segundo a análise, as relações políticas entre o grupo de Dimas e o governador Wanderlei Barbosa não estão entre as mais próximas. O grupo político do parlamentar não integra atualmente a base de sustentação do governo estadual, o que, na avaliação de interlocutores políticos, poderia resultar em portas fechadas no Palácio para lideranças que optarem por ingressar na legenda.
Nos bastidores, dois nomes têm sido citados como possíveis reforços para o partido: o deputado estadual Jair Farias e o vereador de Araguaína Lucas Campelo. Caso as articulações se confirmem, analistas políticos avaliam que o fortalecimento da chapa poderia praticamente assegurar a reeleição de Tiago Dimas à Câmara dos Deputados.
Esse cenário, no entanto, não seria visto com bons olhos por aliados do governo estadual, uma vez que o grupo político ligado aos Dimas é considerado oposição ao atual governo. Ao mesmo tempo, Jair Farias e Lucas Campelo vêm demonstrando, nos últimos meses, sinais de aproximação com o Executivo estadual.
No caso de Lucas Campelo, o vereador possui fortes ligações políticas com o grupo dos Dimas em Araguaína. Ainda assim, recentemente ele também tem buscado diálogo com o Palácio Araguaia e chegou a ser recebido pelo governador Wanderlei Barbosa, gesto interpretado nos bastidores como uma tentativa de aproximação política.
A eventual filiação de Campelo ao Podemos, avaliam interlocutores, poderia provocar um novo distanciamento com o governo estadual e reduzir seu espaço dentro da base governista. Fontes próximas ao vereador, no entanto, afirmam que ele deve permanecer no União Brasil, afastando, por ora, a possibilidade de mudança partidária.
Analistas também recordam que o grupo político dos Dimas teve forte influência durante o período da gestão interina do vice-governador Laurez Moreira, considerado adversário político do governador Wanderlei Barbosa, fator que ainda repercute nas relações políticas do estado.
Com o avanço das articulações partidárias, o cenário político tocantinense tende a ganhar novos desdobramentos nos próximos meses, à medida que lideranças definem suas posições e alianças para a próxima disputa eleitoral.
Procurados, interlocutores ligados ao Palácio Araguaia não comentaram as especulações.



