55.3 F
Nova Iorque
quinta-feira, março 5, 2026

Quase metade das prefeituras de Tocantins tiveram dificuldades em fechar as contas de 2017

A Associação Tocantinense de Municípios (ATM) divulga o estudo “A Crise nos Municípios”, promovido pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), que pesquisou em 98% dos municípios brasileiros as dificuldades enfrentadas pelas prefeituras para fechar as contas de 2017 sem dívidas e prejuízos. Segundo o estudo, no Tocantins, 57 municípios não conseguiram encerrar o exercício anterior com as contas equilibradas.

Isso porque as prefeituras tiveram dificuldades em pagar o 13° salário dos funcionários, além de outros gastos com pessoal. Dívidas com fornecedores também foi um dos fatores que prejudicou o fechamento das contas anuais dos Municípios. Segundo o estudo realizado com os municípios tocantinenses, 105 prefeituras deixaram restos a pagar, enquanto que 19 não acumularam os débitos. Quinze municípios não responderam a pergunta.

Motivos

Quedas nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), subtração de recursos dos cofres municipais para subfinanciar os programas federais e convênios de natureza tripartite, elevação de encargos, são algumas das justificativas apontadas pelos gestores.

“O modelo de distribuição de recursos na federação brasileira é distorcido e injusto. Os Municípios ficam apenas com 19% do bolo tributário, para que possam executar uma gama de atribuições e obrigatoriedades, muitas delas impostas pela União e Congresso Nacional”, explica o presidente da ATM e prefeito de Pedro Afonso, Jairo Mariano.

Segundo a pesquisa da CNM, 40 prefeituras de Tocantins tiveram dificuldades em pagar a folha salarial dos servidores públicos referente a dezembro de 2017, enquanto 37 delas atrasaram o pagamento do 13° salário. “O auxílio financeiro prometido pela Presidência da República não chegou às prefeituras ao término de 2017, e frustrou a expectativa dos gestores, que aguardavam o recurso extra para não fechar as contas no vermelho”, revela Mariano. Ao todo, 116 prefeitos alegaram no estudo que aguardava o Apoio Financeiro Emergencial (AFM).

AFM

O AFM é um recurso solicitado pelos municipalistas de todo o Brasil à Presidência da República, durante audiência ocorrida em novembro de 2017. À época, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, e demais presidentes das entidades municipalistas dos estados, pediu ao presidente da República, Michel Temer, auxílio no valor de R$ 4 bilhões, montante que diminuiu para R$ 2 bilhões na contraproposta de Temer. Os Municípios de Tocantins receberiam ano passado cerca de R$ 30 milhões com o recurso extra, que deverá cair nos cofres municipais somente em 2018.

Medidas

Os prefeitos de Tocantins apontaram na pesquisa da CNM que precisaram adotar algumas medidas para se adequar a crise financeira que assola as finanças municipais. Entre elas estão à redução de despesas de custeio e de quadro de funcionários, diminuição do numero de contratos comissionados, alteração do horário de expediente dos órgãos municipais, desativação de veículos, entre outras atitudes.

Por fim, 60% dos prefeitos de Tocantins acreditam que o ano de 2018 será melhor para as finanças municipais. “Deve prevalecer a prudência dos gastos públicos, o cumprimento dos planejamentos propostos e a incansável busca por receitas extras”, recomenda o presidente da ATM.

Victor Morais/Ascom ATM

O estudo completo pode ser acessado aqui

Últimas Notícias

A convite de Vicentinho Júnior, Toinho Andrade se filia ao PSDB

Deputado federal mais votado nas eleições de 2022, Antônio...

Em Brasília, Governo do Tocantins debate estratégias para o combate ao crime organizado durante Conferência de Segurança Pública

Evento tem como objetivo enfraquecer financeiramente as organizações criminosas...

Vicentinho Júnior trabalha na elaboração de plano de governo que terá participação ativa da população

Técnicos atuam na construção da peça, que está avançada....

Veja também

Corredor logístico da Ferrovia de Integração Centro-Oeste, Fiol III, ligará o Tocantins ao Porto de Ilhéus 

Sinopse: O trecho conhecido como Fiol 3, ainda está em fase de revisão de estudos e projetos, com extensão aproximada de 505 Km. Após a conclusão das obras, a ferrovia será conectada à Ferrovia Norte-Sul em Figueirópolis, além de conectar o município ao Porto de Ilhéus, na Bahia.